Relatório divulgado pela Kroll (“Brazil Transactions Insights – Summer 2026”) mostra que o primeiro semestre de 2026 foi marcado por atividade moderada nos mercados de capitais e uma queda relevante em fusões e aquisições.
No período, foram registrados cinco follow-ons, que levantaram R$ 13,6 bilhões (US$ 2,6 bilhões), além do primeiro IPO em mais de quatro anos, com a listagem da Compass, do setor de óleo e gás, na B3.
Apesar da emissão discreta, o Ibovespa encerrou o semestre com alta de 7,2% em reais, refletindo melhora no sentimento de mercado.
No campo de M&A, o Brasil registrou 421 transações entre janeiro e junho, uma redução de 33,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 633 operações.
A atividade permaneceu concentrada em tecnologia, serviços financeiros, energia, serviços gerais, logística e transporte, agricultura, alimentos e bebidas e varejo.
Para os próximos meses, a expectativa é de maior atenção dos investidores em setores como mineração, energia renovável e ativos ligados à transição energética, gestão ambiental, infraestrutura, saneamento e logística.
O ambiente macroeconômico também apresentou sinais de melhora. A inflação medida pelo IPCA acumulou 3,5% no semestre, enquanto o Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 14,25%.
No mesmo período, o real se valorizou 6,2% frente ao dólar, reforçando a percepção de fortalecimento da moeda e confiança do mercado.
As 10 maiores transações de M&A no Brasil em 2026, conforme o relatório Kroll
1) USA Rare Earth adquiriu a Serra Verde, dona da mina de terras raras Pela Ema em Goiás – R$ 14 bilhões (US$ 2,8 bilhões)
2) Mercuria comprou os negócios da Raízen na Argentina – R$ 7,1 bilhões (US$ 1,4 bilhão)
3) Equatorial Energia adquiriu 30% da Copasa, do Estado de Minas Gerais – R$ 5,6 bilhões (US$ 1,1 bilhão)
4) Amaggi comprou 40% da produtora de etanol de milho FS Bioenergia – R$ 5 bilhões (US$ 970 milhões)
5) Macquarie Asset Management adquiriu operações da IHS Towers no Brasil e Colômbia – R$ 4,9 bilhões (US$ 961 milhões)
6) Chalco e Rio Tinto adquiriram participação de controle na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) – R$ 4,7 bilhões (US$ 911 milhões)
7) EMS comprou a Medley, negócio de genéricos da Sanofi no Brasil – R$ 3,2 bilhões (US$ 621 milhões)
8) Aena adquiriu a concessionária do Aeroporto Internacional do Galeão (RJ) – R$ 2,9 bilhões (US$ 563 milhões)
9) Claro comprou 73% da provedora de banda larga Desktop – R$ 2,4 bilhões (US$ 466 milhões)
10) Brava Energia adquiriu 50% da Petronas no campo Tartaruga Verde e Módulo III de Espadarte – R$ 2,4 bilhões (US$ 463 milhões)
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