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Csanmek fabrica “cadáveres” para salvar vidas

Da redação
21 de novembro de 2022
Diante da dificuldade na obtenção de corpos, empresa desenvolveu manequins para treinamento cirúrgico em cursos de medicina
Os “pacientes” são realísticos

A empresa especializada na formação profissional de médicos Csanmek investiu R$ 5 milhões em seu novo projeto. Nesta semana inaugurou a primeira fábrica de de cadáveres sintéticos realísticos para treinamentos cirúrgicos do Brasil. Os modelos são utilizados como alternativa aoa corpos humanos e de animais nos cursos de medicina e veterinária, sobretudo para treinamento em técnicas cirúrgicas e aulas de anatomia.

Localizada na cidade de São Paulo, a unidade industrial conta com mais de 20 médicos, engenheiros, desenvolvedores protéticos, designers e pesquisadores. Os modelos são desenvolvidos com textura e densidade similar às estruturas anatômicas reais e contêm todos os sistemas e órgãos do corpo humano, permitindo cirurgias, dissecações, intubações e outros procedimentos.

Os protótipos contam com centenas de músculos, ossos, órgãos, veias e artérias substituíveis e sintéticas feitas a partir de materiais que imitam as propriedades mecânicas, textura e densidade do tecido vivo. “Os modelos realísticos são considerados hoje o principal método alternativo ao uso de cadáveres em salas de aulas e seguem a tendência mundial de substituir corpos humanos e uso animal em técnicas cirúrgicas pelas faculdades”, afirmou o CEO da Csanmek, Cláudio Santana.

A proposta é integrar os cadáveres sintéticos aos simuladores 3D de anatomia em quase 170 cursos de medicina humana e veterinária espalhados pelo país. O equipamento converte exames clínicos em clones digitais, possui mesa de anatomia digital e conexão com impressoras 3D para órgãos e músculos e bancadas de cirurgia e dissecação.

Segundo a companhia, a plataforma possui um sistema de integração entre hospitais e salas de aula e oferece aos alunos a possibilidade de estudar casos clínicos e exames reais de pacientes. “Nossas tecnologias seguem a tendência mundial de trocar corpos humanos e de animais em cursos de formação médica e colaboram para o aprimoramento da formação médica e veterinária no país”, conclui Cláudio Santana.

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