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Copa, dados e versões sem açúcar impulsionam a Coca-Cola em 2026

Da redação
28 de julho de 2026
Campanha global do Mundial ajudou a ampliar vendas e engajamento, enquanto companhia aposta em personalização de produtos para sustentar o crescimento

A Copa do Mundo não movimentou apenas estádios, bares e torcedores. Para a Coca-Cola, o torneio também funcionou como uma poderosa plataforma global de vendas, comunicação e coleta de dados, ajudando a companhia a encerrar o segundo trimestre de 2026 com crescimento e projeções mais otimistas para o restante do ano.

A receita líquida avançou 7% no período, para US$ 13,4 bilhões, enquanto as receitas orgânicas, que desconsideram efeitos cambiais e aquisições, cresceram 6%. O volume global de caixas unitárias aumentou 5%, puxado por mercados como Índia, China, Estados Unidos e Brasil.

Mais do que um resultado pontual, os números mostram como grandes eventos esportivos se tornaram parte relevante da estratégia comercial das empresas de consumo. A campanha da Coca-Cola para o Mundial esteve presente em mais de 180 mercados e somou mais de 60 bilhões de impressões digitais e 9 bilhões de visualizações, com a participação de aproximadamente 2.500 criadores de conteúdo.

A presença física também teve escala semelhante. Programas de varejo alcançaram mais de 20 milhões de pontos de venda, transformando a competição em uma ação que conectou publicidade, distribuição e consumo em diferentes regiões.

Um dos movimentos mais estratégicos, porém, ocorreu além das vendas imediatas. Por meio de embalagens conectadas, a empresa engajou mais de 80 milhões de consumidores e obteve mais de 25 milhões de registros de dados primários, informações fornecidas diretamente pelo público e que poderão orientar campanhas futuras.

A companhia atribuiu à ação parte do crescimento de 5% no volume da marca Coca-Cola e do avanço de 8% da Powerade no trimestre. O resultado reforça a capacidade das grandes patrocinadoras de converter a exposição esportiva em consumo, relacionamento com o público e inteligência comercial.

A estratégia para os próximos meses também passa pela adaptação do portfólio às mudanças de comportamento. A Coca-Cola anunciou a expansão da Coca-Cola Zero 0, versão sem açúcar, calorias ou cafeína, para mercados da Ásia-Pacífico e da América Latina, após a estreia na Europa.

A companhia também vem ajustando produtos de acordo com os hábitos locais. Na China, por exemplo, adaptou a Sprite+Chá, lançada originalmente nos Estados Unidos, com perfil mais cítrico voltado ao gosto dos consumidores do país.

As iniciativas ajudam a explicar por que a empresa elevou suas projeções para 2026. Em um mercado pressionado pela busca por bebidas com menos açúcar e por consumidores cada vez mais fragmentados, a Coca-Cola tenta equilibrar escala global e personalização regional.

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