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CBA encerra 2025 com lucro acumulado de R$ 230 milhões

Da redação
5 de março de 2026
Alta do preço do alumínio na LME e o bom desempenho do alumínio primário impulsionaram os resultados do último trimestre do ano

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV) encerrou o quarto trimestre de 2025 com ebitda ajustado de R$ 257 milhões, crescimento de 10% em comparação ao trimestre anterior. O desempenho evidencia o avanço da empresa em seus pilares estratégicos, evoluindo na competitividade operacional e sustentando sua trajetória de disciplina financeira, diante de um ambiente global desafiador. A CBA encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 230 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 72 milhões do ano anterior. A receita líquida consolidada em 2025 foi de R$ 8,79 bilhões, alta de 8% em relação a 2024. O principal fator para o impacto positivo foi a valorização do preço do alumínio em reais.

A geração de caixa foi destaque no último trimestre do ano, com capital de giro positivo de R$ 309 milhões, impulsionada pela redução de estoques e contribuindo para manter a dívida líquida estável.

Apesar disso, o resultado contábil do quarto trimestre registrou um prejuízo pontual de R$ 164 milhões, influenciado por efeitos contábeis relacionados aos contratos futuros de energia e instrumentos de proteção financeira das exportações, sem impacto imediato no caixa. A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,2 bilhões, uma redução de 4% em relação ao mesmo período de 2024 e de 3% na comparação com o 3º trimestre de 2025, demonstrando estabilidade em meio a sazonalidades.

O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) foi de US$ 2.827/t no quarto trimestre, avanço de 10% na comparação anual e 8% frente ao terceiro trimestre. O movimento acompanhou o cenário internacional de corte de juros nos Estados Unidos e maior demanda por commodities.

O volume total de vendas de alumínio no trimestre foi de 128 mil toneladas, crescimento de 2% na comparação anual e com leve retração de 3% em comparação ao trimestre anterior, refletindo a sazonalidade do período. O desempenho foi sustentado principalmente pelo segmento de alumínio primário, que apresentou alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado e somou 71 mil toneladas, resultado de maior venda de lingote P1020.

Em transformados, o volume de vendas totalizou 32 mil toneladas, uma queda de 8% em relação ao mesmo período do ano passado e redução de 6% em relação ao 3º trimestre de 2025. A desaceleração segue o ritmo mais moderado de consumo industrial no final do ano, mas o segmento manteve estabilidade anual.

Em reciclagem, o trimestre foi encerrado com 25 mil toneladas vendidas, ligeira expansão de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, porém com recuo de 4% em relação ao 3º trimestre de 2025. O movimento trimestral sugere uma acomodação da demanda, ainda influenciada pelo comportamento do setor de autoconstrução e pelo ambiente de crédito mais restrito.

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