Em um cenário ruidoso, nova agência de live marketing quer oferecer emoção, memória e afetividade ao público, indo além de cliques e engajamento: “É resultado na gôndola”
Nova agência de live marketing, a CASA surge para ganhar espaço no mercado brasileiro contornando o que seus criadores consideram a “desumanização das marcas”, vista por eles como fruto de uma desconexão entre o consumidor e os produtos, o que acabou deixando o segmento erroneamente mais focado na execução que nos resultados.
Liderada por Carlos Arruda (à esquerda) e com o auxílio de Luiz Comazzetto (direita), a agência busca contas graúdas – algumas já obtidas. CEO Latam, Arruda foi um dos fundadores da Case Imagine, uma das maiores de live marketing do país, atendendo Unilever, Microsoft, Diageo, HP, Intel, Danone e Nestlé. Já o vice-presidente Comazzetto é um experiente profissional de marketing focado em vendas, com passagens por Wise Up, Fesa, ClearSale, Microsoft, Nokia, TIM e Nike.
A empresa nasce dentro do grupo Smollan, especialista em trade marketing, com atuação em mais de 61 países, com 75 mil colaboradores e que já atuou com Samsung, Heineken, Red Bull, Jaguar, Unilever, Nestlé e Diageo. No grupo também estão WPP, VF! e IMA.
Quando apresenta o projeto, Arruda começa com as qualidades e habilidades de sua turma, mas logo justifica a missão de modo suscinto: “O digital faz muito barulho, mas tem pouca musicalidade”. Para quem ainda não pegou a mensagem, emenda: “As empresas brigam demais, sem emoção, memória e afetividade com o público”. Em um cenário volátil, com o consumidor atrelado apenas a preço, impera o maior inimigo de uma marca, a infidelidade.
Essa é a dor que os CEOs e CMOs lhe trazem. Arruda percebeu que essa porta estava aberta nos anos que atuou como consultor ligada à Case, após sua fusão bem-sucedida com a europeia Events by TLC. Ao observar que as agências de publicidade havia ficado grandes demais e, por necessidade, buscaram a especialização, percebeu um efeito colateral. “Ninguém ficou especializado em gente”, diz.
Para ele, o vácuo do excesso de atuação com conexão deficiente é a reintegração. Para tanto, é preciso agrupar profissionais que saibam atuar de modo segmentado com grandes players – muitas agências nem conseguem opinar sobre o briefing.
Comazzetto emenda ter ouvido de clientes que o live marketing foi em grande parte acometido de projetos rasos em objetivos, público-alvo, orçamento e prazos. Por isso, é preciso dar eficiência aos discursos nos canais de vendas e clientes. “Concorrência não é só preço”, alerta. “Fui de vendas e, como empresário e investidor, jamais perdi o contato com vendas”, completa.
Para tanto, a CASA a ser construída precisa funcionar como um hub que combine estratégia, criatividade e execução em quatro frentes: live marketing, digital, hospitality e content. Em live marketing, a agência quer aplicar inteligência de marca para lançamentos estratégicos, trade shows, eventos integrados e ativações que gerem identidade e memória; no digital, conectar campanhas, gestão de crescimento de receita (RGM), influência e microinfluência à jornada física; na vertical de hospitality, cuidar de logística de eventos, viagens de incentivo, visitas VIPs e delegações internacionais; e no pilar de conteúdo, garantir storytelling, geração de leads e fidelização.
“Não se trata só de cliques e de engajamentos. No fim do dia, marketing é resultado na gôndola, é sobre o cliente”, afirma Arruda, explicando que talvez 95% dos CEOs desconheçam quais investimentos de marketing estão trazendo resultados efetivos.
