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Caoa anuncia R$ 5 bi para ampliar fábrica em Anápolis

Da redação
27 de março de 2026
Investimento reforça produção de marcas chinesas e prepara planta para veículos híbridos e elétricos

O grupo Caoa anunciou um novo ciclo de investimentos de R$ 5 bilhões na fábrica de Anápolis (GO), com foco na ampliação da capacidade produtiva, modernização industrial e incorporação de novas marcas ao portfólio. Com o aporte, o total previsto para a unidade chega a R$ 8 bilhões até 2028, considerando investimentos já anunciados anteriormente.

A estratégia inclui a produção de modelos das montadoras chinesas Changan e Chery, consolidando a planta como um polo multimarcas no Brasil. Entre os veículos previstos estão os SUVs Changan UNI-T, CS75 e CS55, além de novos modelos da linha Chery, com expectativa de nacionalização de versões híbridas.

A ampliação da unidade envolve expansão da área construída e atualização tecnológica. A fábrica já recebeu mais de 36 mil m² adicionais, totalizando mais de 208 mil m², com previsão de novos acréscimos ainda em 2026. O plano também contempla aumento da automação e reorganização das linhas de produção.

Com isso, a capacidade instalada deve alcançar cerca de 200 mil veículos por ano ao fim do ciclo de investimentos, reforçando a presença da Caoa no mercado nacional e sua aposta na eletrificação da frota.

O anúncio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de executivos do grupo, marcando o início de uma nova fase para a unidade, que completa duas décadas de operação em 2027.

A reconfiguração da fábrica ocorre após o fim da parceria com a Hyundai, que por anos foi responsável por modelos produzidos em Anápolis, como o Tucson e veículos comerciais. A mudança abriu espaço para o avanço de acordos com montadoras chinesas, em linha com a estratégia adotada pela empresa desde a criação da Caoa Chery, em 2017.

Além da produção local, a parceria com a Changan também inclui a comercialização de veículos importados, ampliando a atuação do grupo no segmento e reforçando o movimento de entrada de fabricantes chinesas no mercado brasileiro.

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