Receita da fabricante cresce 34% com alta na produção de aviões; empresa ainda enfrenta entraves regulatórios e pressão sindical
A Boeing registrou um prejuízo de US$ 697 milhões no segundo trimestre de 2025, representando uma redução de 51,4% nas perdas em comparação com o mesmo período de 2024. A receita somou US$ 22,7 bilhões entre abril e junho, alta de 34,5% na base anual, refletindo o aumento no volume de entregas e maior ritmo de produção.
Sob o comando do CEO Kelly Ortberg, a fabricante americana entregou 150 aeronaves comerciais no trimestre, avanço de 63%, sendo 104 do modelo 737 Max. A produção mensal do modelo chegou a 38 unidades, com meta de subir para 42 até o fim do ano. Já o 787 Dreamliner está sendo produzido a uma taxa de sete aviões por mês.
Apesar do avanço operacional, a companhia ainda não divulga metas financeiras para o ano. Ortberg afirmou que a Boeing está “focada em recuperar a confiança do mercado” e que as mudanças estruturais na empresa já começam a gerar resultados.
A carteira de pedidos chegou a US$ 619 bilhões, mas desafios permanecem: os modelos 737 Max 7 e Max 10 seguem sem certificação, limitando a expansão da produção; o segmento de defesa sofre com atrasos em projetos como o KC-46 e o novo Air Force One; e um impasse com trabalhadores da divisão militar pode levar a uma greve nos próximos dias.
Mesmo com os obstáculos, analistas projetam que a empresa pode voltar a registrar lucro anual em 2026, algo que não acontece desde 2018. O mercado também pressiona por um novo projeto para substituir o 737 e manter a competitividade frente à Airbus.
