Os medicamentos da classe GLP-1 para perda de peso estão ganhando um novo canal de distribuição no Brasil: os benefícios corporativos. Empresas têm passado a incluir esses tratamentos em programas voltados aos funcionários, ajudando a reduzir o custo para o consumidor e ampliando o acesso a medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.
A Vidalink, empresa de benefícios farmacêuticos que atende mais de 200 companhias, intermediou 26.988 compras de medicamentos para emagrecimento entre janeiro e julho de 2026. O volume já equivale a cerca de 80% de tudo o que foi registrado ao longo de 2025. A taxa de recompra de 70% sugere que os usuários estão mantendo o tratamento de forma contínua.
O BTG destaca em relatório que a acessibilidade tem se tornado o principal fator para impulsionar a demanda. Embora os tratamentos ainda custem entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por mês, a entrada de concorrentes, a queda de preços e os subsídios oferecidos por empregadores estão diminuindo a barreira financeira para os consumidores.
A tendência acompanha o movimento observado em mercados mais maduros. Nos Estados Unidos, um número crescente de grandes empresas já oferece cobertura para medicamentos da categoria em seus planos de saúde. No Reino Unido, iniciativas semelhantes também começam a ganhar espaço.
Além do acesso aos medicamentos, companhias vêm integrando soluções complementares de bem-estar, como orientação nutricional, academias e serviços de teleatendimento.
Para o BTG Pactual, o avanço dos GLP-1 reforça a transformação desses tratamentos em parte de um ecossistema mais amplo de saúde e qualidade de vida, com potencial para impactar setores como farmácias, alimentação, fitness e bem-estar.
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