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Bancos disputam geração Z com contas digitais e benefícios

Da redação
10 de setembro de 2025
Estudos mostram que jovens valorizam experiência digital, crédito acessível e benefícios como cashback; bancos criam produtos personalizados para fidelizar esse público

Cerca de dez milhões de jovens menores de 18 anos já possuem contas bancárias no Brasil, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O número reflete uma mudança comportamental importante, em que adolescentes e crianças começam a combinar serviços tradicionais com soluções digitais e investimentos programados.

Para a Febraban, a conta bancária é considerada o primeiro passo da educação financeira, permitindo que pais e responsáveis ensinem, na prática, conceitos de ganho, gasto, poupança e investimento.

De olho nesse perfil, bancos tradicionais e digitais têm apostado em produtos cada vez mais personalizados. A pesquisa Panorama da Principalidade Financeira na América Latina revela que a geração Z — jovens entre 13 e 28 anos — prioriza a experiência do usuário, limites de crédito acessíveis, baixa anuidade e benefícios como programas de pontos e cashback. Essa disposição para migrar entre instituições, conforme as necessidades mudam, força o setor a inovar.

Outro estudo, Quem são os jovens investidores brasileiros?, aponta a preferência por bancos digitais, que oferecem maior familiaridade com o ambiente online e produtos como contas digitais, cartões virtuais e aplicativos com funcionalidades gamificadas. Exemplos incluem a conta C6 Yellow, do C6 Bank, voltada a menores de 17 anos e 6 meses, que permite investimentos em CDB a partir de R$ 10.

A busca pela independência financeira é um dos principais motores dessa geração. Segundo a pesquisa, 66% dos jovens investidores têm esse objetivo, seguidos por estabilidade (58%) e segurança em crises (46%). O levantamento mostra ainda que 48% iniciaram seus aportes nos últimos três anos, com 79% mantendo rotinas programadas de investimento. A poupança segue como aplicação mais popular, presente em 50% das carteiras, seguida por renda fixa (41%) e ações nacionais (37%).

Apesar do avanço, a educação financeira continua sendo um desafio. Levantamento da Serasa aponta que apenas 10% dos jovens da geração Z receberam orientação financeira em casa. Em paralelo, 55% já arcam com seus próprios gastos mensais. Quando buscam informações, 52% recorrem a redes sociais e influenciadores, 44% a cursos especializados e 28% a assessores financeiros.

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