Companhia aérea também avança na B3 em dia marcado por abertura de pregão na NYSE e discurso de retomada do crescimento
As ações da Azul (AZUL; AZUL3) estrearam em alta na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (9), em um movimento que marca uma nova fase para a companhia aérea após a conclusão de seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, o Chapter 11.
Por volta das 15h19, no horário de Brasília, os papéis negociados sob o ticker AZUL subiam 3,55% na New York Stock Exchange (NYSE), a US$ 9,04. Na B3, as ações AZUL3 também avançavam, com alta de 3,65%, cotadas a R$ 23,26.
A estreia foi celebrada durante a tradicional cerimônia de abertura do pregão, conhecida como ring the bell, com a presença de executivos e tripulantes da companhia.
Em comunicado, o CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que a listagem na NYSE representa o início de um novo capítulo para a empresa. Segundo ele, a aérea saiu da reestruturação mais forte, com governança aprimorada, estrutura de capital simplificada e uma base mais sólida para a criação de valor no longo prazo.
A companhia havia anunciado no início da semana que suas American Depositary Shares (ADSs), que representam duas ações ordinárias da Azul, tiveram a listagem aprovada na NYSE. Com isso, a aérea também informou o cancelamento voluntário de sua listagem na NYSE American, mercado voltado principalmente a empresas de pequeno e médio porte.
“Azul está de volta”
Durante o Azul Day, realizado também nesta quinta-feira em Nova York, Rodgerson reforçou o tom de retomada. “A Azul está de volta, muito mais forte e com fontes de receita muito mais diversificadas”, afirmou o executivo.
Após passar por um processo de recuperação judicial que durou menos de um ano, a companhia inicia a nova etapa com um balanço considerado mais saudável. De acordo com Rodgerson, a Azul saiu do Chapter 11 com alavancagem de 2,4 vezes, patamar visto pela empresa como um bom ponto de partida.
O executivo destacou ainda que a aérea segue com capacidade de geração de Ebitda e fluxo de caixa operacional. A prioridade, agora, será crescer de forma mais disciplinada, depois de um período marcado por pressão financeira, juros elevados e impactos geopolíticos sobre o setor aéreo.
Segundo Rodgerson, 2026 não será um ano de expansão acelerada. A capacidade da companhia está menor em relação ao ano passado, em uma decisão que, segundo ele, faz parte da estratégia para reduzir riscos e fortalecer a operação.
O CEO afirmou que a Azul trabalha hoje com um modelo de negócios mais sustentável e resumiu a nova fase com o lema interno da companhia: earn the right to grow, ou “conquistar o direito de crescer”. Na prática, disse ele, esse direito será conquistado à medida que a empresa gerar caixa e reconstruir sua capacidade de expansão.
