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Ambipar desenvolve tecnologia de reflorestamento em massa

Biocápsulas com sementes de plantas nativas de cada bioma brasileiro são despejadas por drones em áreas florestais devastadas e de difícil acesso

As práticas ESG da Ambipar vem tomando proporções ainda maiores em 2022. A multinacional brasileira líder em gestão ambiental desenvolveu uma tecnologia de reflorestamento em massa por meio de cápsulas de colágeno oriundas da indústria farmacêutica e que antes eram descartadas em aterros sanitários.

Cerca de 150 toneladas desse resíduo foram usadas para comprimir sementes de plantas nativas e coletadas nas próprias florestas de cada bioma. Através do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, chegou-se à conclusão do uso de drones para a aplicação do material orgânico em áreas devastadas.

O Brasil possui, especialmente na Amazônia, altos índices de desmatamento com uma média de 6.750 km² por ano na última década e no ano de 2019 observou-se um aumento de 34% de desmatamento em relação ao ano anterior, chegando a 10.100 km² de desmatamento, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Processo das biocápsulas

O reflorestamento aéreo é uma estratégia logística defendida pela Ambipar. Em contato com a água, as cápsulas rapidamente derretem e formam nutrientes e organismos biológicos que ativam a semente, provocando uma maior probabilidade de germinação, principalmente em solos degradados onde houve desmatamento, queimada, erosão, ou outra ação degenerativa antrópica. Além disso, a própria cápsula faz com que a semente seja protegida contra o sol. 

O diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Ambipar, Gabriel Estevam Domingos, destaca que “as florestas constituem um grande reservatório de carbono, que fica estocado no tronco das árvores, nos galhos, nas folhas, no corpo dos animais e no solo. A germinação pode ser monitorada via satélite com softwares que fazem a leitura da copa das árvores”, explicou.

Em um voo de drone é possível despejar até 3 mil biocápsulas de sementes em áreas florestais de difícil acesso. Foram realizados diversos testes em áreas estratégicas como mata ciliares degradadas no entorno da Serra da Cantareira, na grande São Paulo.

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