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Ambev reduz lucro no 4º tri, mas fecha 2025 com ganho anual maior

Da redação
12 de fevereiro de 2026
Queda nas vendas e pressão sobre margens derrubam resultado trimestral, enquanto gestão de mix, preços e marcas sustentam avanço do lucro e da margem ebitda no ano

A Ambev encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 4,5 bilhões, baixa de 9,9% em relação aos últimos três meses de 2024, em meio a menor volume de vendas e cenário mais desafiador para o consumo de bebidas. No acumulado de 2025, porém, a companhia apurou lucro líquido de R$ 15,9 bilhões, alta de 7,7% na comparação anual, evidenciando a resiliência do negócio ao longo do ano mesmo com um fim de exercício mais fraco.

Entre outubro e dezembro, a receita líquida somou R$ 24,8 bilhões, recuo de 8,2% na base anual, reflexo da retração de volumes e de pressão sobre margens, ainda que a receita orgânica por hectolitro tenha crescido no período. O ebitda ajustado caiu 8% no trimestre, para R$ 8,8 bilhões, enquanto o ebitda ajustado orgânico avançou 1,3%. As margens bruta e ebitda ajustada encolheram 230 e 110 pontos-base, movimento atribuído principalmente ao timing das operações de hedge ligadas à exposição cambial.

Os volumes totais de bebidas da Ambev recuaram 3,8% no trimestre, com queda em todas as regiões de atuação: Brasil (-3,7%), América Latina Sul (-4,9%), América Central e Caribe (-2,6%) e Canadá (-0,7%), em um ambiente marcado por menos ocasiões de consumo. Apesar disso, a receita líquida orgânica subiu 4,8%, impulsionada por alta de 8,7% da receita líquida por hectolitro, sustentada por mix mais favorável, avanço da premiumização do portfólio e iniciativas de gestão de receita.

No ano, a Ambev registrou receita líquida de R$ 88,2 bilhões, queda de 1,4% em relação a 2024, ao mesmo tempo em que o ebitda ajustado cresceu 1,6%, para R$ 29,5 bilhões, elevando a margem ebitda ajustada consolidada em 50 pontos-base, para 33,4%, no terceiro ano seguido de expansão. A companhia também encerrou dezembro de 2025 com posição de caixa líquido de R$ 16,9 bilhões, abaixo dos R$ 26,3 bilhões observados um ano antes, mas ainda em patamar confortável para sustentar investimentos e remuneração aos acionistas.

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