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Ambev anuncia Instituto BORA para ampliar inclusão produtiva

Da redação
8 de setembro de 2026
Organização terá gestão da Yunus, participação da PepsiCo e fundo coletivo com investimentos previstos para 2027

A Ambev anunciou nesta terça-feira (8) a transformação do BORA Hub em Instituto BORA, organização voltada à geração de renda e à inclusão produtiva. Com gestão da Yunus Negócios Sociais e participação da PepsiCo como membro fundador, a iniciativa pretende reunir empresas para financiar e apoiar negócios sociais e organizações sem fins lucrativos. A constituição do instituto deve ser concluída ao longo de 2026, com início dos investimentos do fundo previsto para 2027.

Criado em 2024, o BORA Hub reúne 120 membros e 130 projetos cadastrados. Segundo as organizações responsáveis pela iniciativa, os integrantes da rede já geraram mais de R$ 810 milhões em renda. A mudança busca ampliar a captação de recursos e a participação de outras empresas nessa estrutura.

O instituto contará com um fundo coletivo, que reunirá aportes de diferentes companhias. Os recursos serão direcionados por meio do FIDC Yunus e de editais próprios, somando-se às atividades de capacitação, mentoria e conexão com o mercado já oferecidas pela rede.

As instituições investidoras poderão integrar o Conselho Consultivo, contribuindo com as diretrizes estratégicas e as decisões sobre a destinação dos recursos. A gestão ficará a cargo da Yunus.

“O BORA nasceu na Ambev para ampliar a agenda de inclusão produtiva e, ao longo dos anos, deu origem a uma rede de organizações, projetos e oportunidades. Agora, damos um novo passo com o BORA Hub, que se torna Instituto para ampliar a mobilização de parceiros e recursos”, afirma Laura Aguiar, diretora de Impacto e Relações com a Sociedade da Ambev.

A companhia continuará como mantenedora, participará da governança e seguirá desenvolvendo projetos próprios ligados à sua cadeia de negócios. Criadora do BORA em 2022, a Ambev tem o compromisso de incluir produtivamente 5 milhões de brasileiros até 2032.

Para Bárbara Almeida Ladeia, gerente de Inovação Socioambiental da Yunus Negócios Sociais América Latina, a articulação entre financiadores e organizações executoras é central para ampliar o alcance das iniciativas.

“Inclusão socioprodutiva é um problema de escala nacional, e nenhuma empresa, OSC ou fundação resolve isso sozinha”, afirma. “O Instituto Bora formaliza essa lógica em uma coalizão, com governança compartilhada e um fundo coletivo.”

Ambev, Yunus e PepsiCo pretendem atrair novas empresas para o instituto. Além de aportes financeiros, a proposta prevê contribuições de conhecimento e conexões comerciais para apoiar o desenvolvimento das iniciativas.

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