Batizado de Fastnet, o cabo terá capacidade para transmitir o equivalente a 12,5 milhões de filmes em HD ao mesmo tempo e deve entrar em operação em 2028
A Amazon deu início à construção de seu primeiro cabo submarino de fibra óptica totalmente próprio, um movimento estratégico para reforçar sua rede global de dados e sustentar o crescimento de serviços como o Amazon Web Services (AWS). A estrutura, chamada Fastnet, vai conectar a costa leste de Maryland, nos Estados Unidos, ao condado de Cork, na Irlanda, cruzando o Atlântico.
Até agora, a companhia participava apenas de consórcios de infraestrutura digital. O Fastnet marca a primeira vez em que a big tech assume integralmente um projeto desse tipo, iniciativa que a aproxima de concorrentes como Google e Meta, que já operam cabos próprios.
Segundo a empresa, o novo cabo terá capacidade superior a 320 terabits por segundo, potencial suficiente para transmitir simultaneamente 12,5 milhões de filmes em alta definição. O foco é atender à crescente demanda por computação em nuvem, inteligência artificial e outros serviços que dependem de alta velocidade e baixa latência.
“Sem o cabo submarino, você teria que confiar na conectividade via satélite. O satélite tem maior latência, custos mais altos e não entrega a capacidade que nossos clientes precisam”, explicou Matt Rehder, vice-presidente de redes principais do AWS.
A Amazon não revelou o valor do investimento, mas confirmou que o cabo deve entrar em operação até 2028.
Por que isso importa
- 99% do tráfego global de dados passa por cabos submarinos.
- Existem hoje 1,4 milhão de quilômetros dessas estruturas espalhadas pelos oceanos.
- A iniciativa reforça a autonomia da Amazon em relação a operadoras de telecomunicação e parceiros de infraestrutura.
- A expansão da capacidade de rede é crítica para suportar aplicações de IA generativa, armazenamento massivo em nuvem e serviços corporativos de alta demanda.
