Revista recria fotografia icônica de 1932 com operários da construção com Musk, Zuckerberg, Huang, Altman e outras lideranças que inauguraram a era das máquinas pensantes
A revista Time anunciou nesta quinta-feira (11) que os “arquitetos da inteligência artificial” foram escolhidos como as Pessoas do Ano de 2025. A publicação destacou líderes de grandes empresas de tecnologia responsáveis por impulsionar o avanço acelerado da IA e transformar profundamente a economia, a cultura e as relações humanas.
A edição traz duas capas, uma delas com uma imagem gerada por IA que reúne figuras como Mark Zuckerberg (Meta), Lisa Su (AMD), Elon Musk (Tesla e SpaceX), Jensen Huang (Nvidia), Sam Altman (OpenAI) e Satya Nadella (Microsoft), entre outros executivos. Eles aparecem sentados lado a lado sobre uma viga de aço no alto de um prédio — uma referência direta à célebre fotografia de 1932, que mostra operários almoçando durante a construção do Rockefeller Plaza, em Nova York.
A Time escolhe sua personalidade do ano desde 1927 e já provocou polêmicas ao estampar figuras como Adolf Hitler (1938) e Josef Stalin (1939 e 1942). Em 2024, o selecionado foi Donald Trump, após retornar à presidência dos EUA.

“Ano sem volta” para a inteligência artificial
Em seu texto, a publicação afirma que 2025 foi o ano em que o potencial da IA se revelou por completo — e também o ano em que ficou evidente que a humanidade entrou em uma nova era tecnológica, sem possibilidade de retorno.
“Por inaugurar a era das máquinas pensantes, por impressionar e preocupar a humanidade, por transformar o presente e transcender o possível, os Arquitetos da IA são as Personalidades do Ano de 2025 da TIME”, escreveu a revista.
O editor-chefe, Sam Jacobs, reforçou que a escolha busca destacar quem realmente moldou o mundo neste ano. “Ninguém teve um impacto maior do que aqueles que imaginaram, projetaram e construíram a IA”, afirmou.
Entrevistas e críticas
A reportagem destaca o papel central de Jensen Huang, CEO da Nvidia, cuja empresa se tornou a mais valiosa do mundo graças ao domínio dos chips avançados que impulsionam modelos de IA.
A Time também ouviu investidores como Masayoshi Son, do SoftBank, e discutiu os impactos — às vezes assustadores — dessa tecnologia.
Entre os episódios mencionados está o caso do jovem norte-americano Adam Raine, de 16 anos, que morreu por suicídio em abril. Seus pais processaram a OpenAI, alegando que conversas dele com o ChatGPT contribuíram para o desfecho trágico.
A revista aponta que o ano de 2025 foi marcado por admiração e inquietação, com a inteligência artificial transformando a vida cotidiana enquanto autoridades e especialistas tentam acompanhar o ritmo das mudanças.
A edição completa já está disponível no site da revista.
