Libertação é parte do acordo de cessar-fogo, mediado pelos EUA. Em troca, Israel soltou 2 mil prisioneiros palestinos
Após 738 dias de cativeiro, os 20 reféns vivos dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 foram libertados pelo grupo nesta segunda-feira (13) .Eles foram devolvidos em duas fases, sete nas primeiras horas da manhã e um segundo grupo de 13 reféns transferido em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informou a emissora pública israelense.
Israel confirmou que os 20 reféns já chegaram ao país. Matan Angerst, Gali Berman, Ziv Berman, Alon Ohel, Eitan Horn, Omri Miran e Guy-Gilbo Dalal foram os sete primeiros à retornarem ao país. Os outros 13 também já estão com as forças israelenses.
A operação Voltando para Casa prevê que os reféns sejam levados a uma base militar, onde ocorrerá o reencontro com os familiares, antes de serem transportados de helicóptero para hospitais israelenses. Eles foram sequestrados por integrantes do grupo terrorista no ataque surpresa de 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.
De acordo com fonte do Exército israelense, o Hamas permitiu mais cedo o contato, por chamada de vídeo e por meio da Cruz Vermelha, de familiares com ao menos três reféns, Matan Tseuganker, Nimrod Cohen, Ariel e David Kuneo. Os três ainda não haviam sido devolvidos quando isso aconteceu.
Metade dos 28 corpos daqueles que morreram sob poder do Hamas no território palestino também devem ser devolvidos nesta segunda, enquanto o restante deve ser entregue nas próximas etapas da trégua acordada na semana passada entre a facção e Israel. O número inclui os restos mortais de um soldado israelense morto em 2014 em uma guerra anterior em Gaza também devem ser devolvidos.
O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê ainda que Tel Aviv liberte 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início do conflito.
Trump desembarcou em Israel também no início desta segunda. Ele foi recebido em um tapete vermelho no aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e pelo presidente Isaac Herzog.
