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Cabo Nuvem: como funciona a nova rota submarina do Google entre EUA e Europa

Da redação
21 de julho de 2026
Com cerca de 7 mil quilômetros e capacidade projetada de 384 terabits por segundo, estrutura reforça a infraestrutura de nuvem e inteligência artificial nos dois lados do Atlântico

O Google concluiu nesta terça-feira (21) a conexão do cabo submarino Nuvem à cidade de Sines, em Portugal, criando uma nova rota de transmissão de dados entre os Estados Unidos e a Europa.

O sistema liga Myrtle Beach, na Carolina do Sul, ao litoral português, com passagens pelas Bermudas e pelos Açores. Ao todo, percorre cerca de 7 mil quilômetros e conta com 16 pares de fibras, com capacidade projetada de aproximadamente 384 terabits por segundo.

Na prática, o cabo permitirá transportar grandes volumes de dados usados em serviços de nuvem, inteligência artificial, vídeos, mensagens e transações digitais.

Como funciona o cabo Nuvem?

Cabos submarinos são estruturas de fibra óptica instaladas no fundo dos oceanos. Eles funcionam como grandes vias de comunicação entre continentes e transportam mais de 95% do tráfego global de dados.

Com novas rotas, empresas de tecnologia conseguem aumentar a velocidade das conexões, reduzir gargalos e diminuir a dependência de poucos caminhos internacionais.

Por que Portugal foi escolhido?

A posição geográfica de Portugal transforma o país em uma porta de entrada da Europa para conexões com África e Américas. Sines já recebe outros cabos internacionais, como o Equiano, do próprio Google, que chega à África do Sul, e o EllaLink, que liga Portugal ao Brasil.

O projeto também reforça a estratégia portuguesa de atrair data centers e investimentos em inteligência artificial, apoiada pela expansão da oferta de energia renovável.

Segundo o governo português, o Nuvem ajuda a fortalecer a infraestrutura digital, a resiliência das redes e a soberania tecnológica da Europa.

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