Copenhague supera Viena, que ocupava o topo há três anos. Estudo da Economist Intelligence Unit (EIU) avaliou estabilidade, saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente
Capital da Dinamarca, Copenhague foi eleita a melhor cidade do mundo para se viver em 2025, segundo o ranking anual da Economist Intelligence Unit (EIU), divulgado nesta terça-feira (17). A ccidade ultrapassou Viena, na Áustria, que liderava a lista há três anos consecutivos.
O levantamento analisou 173 cidades com base em cinco critérios: estabilidade, saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente. Copenhague conquistou a nota máxima em estabilidade, educação e infraestrutura, o que garantiu sua ascensão ao primeiro lugar.
Viena caiu para a segunda posição, empatando com Zurique, na Suíça. A queda foi atribuída à redução na nota de estabilidade, após episódios como uma ameaça de bomba que causou o cancelamento de um show da cantora Taylor Swift em 2024. Segundo Barsali Bhattacharyya, vice-diretora da EIU, esse tipo de evento evidenciou uma pressão crescente sobre a segurança e a ordem pública.
Melbourne, na Austrália, manteve-se na quarta colocação. Em quinto lugar ficou Genebra, também na Suíça. Sydney subiu uma posição e aparece em sexto. Osaka, no Japão, e Auckland, na Nova Zelândia, empataram na sétima posição. Adelaide, na Austrália, aparece em nono lugar, enquanto Vancouver, no Canadá, completa o top 10.
O relatório aponta uma piora no desempenho de cidades canadenses. Calgary caiu do quinto para o 18º lugar e Toronto passou da 12ª para a 16ª colocação. A explicação está na sobrecarga do sistema de saúde, que enfrenta filas longas e escassez de profissionais.
Nos Estados Unidos, a cidade mais bem colocada foi Honolulu, no Havaí, em 23º lugar. O estudo observa que cidades de médio porte no país tendem a ter desempenho melhor do que grandes metrópoles como Nova York e Los Angeles, pressionadas por problemas de infraestrutura e serviços públicos.
Londres, Manchester e Edimburgo também perderam posições após um recuo nas notas de estabilidade. A queda está relacionada a episódios de violência e instabilidade social, motivados por campanhas de desinformação sobre imigração no Reino Unido em 2024.
Na Ásia, o índice de estabilidade também sofreu impacto com a elevação de tensões militares em regiões como Taipei e Nova Délhi. Apesar disso, algumas cidades apresentaram avanço. Al Khobar, na Arábia Saudita, subiu 13 posições graças aos investimentos em saúde e educação previstos no plano Vision 2030. Jakarta, na Indonésia, melhorou 10 posições, também impulsionada por maior estabilidade.
Na outra ponta do ranking, as cidades menos habitáveis continuam praticamente as mesmas. Damasco, na Síria, permanece na última posição, seguida por Trípoli (Líbia), Dhaka (Bangladesh), Karachi (Paquistão) e Argel (Argélia).
Embora algumas cidades tenham mostrado avanços pontuais, principalmente nos indicadores de saúde e educação, a EIU conclui que a qualidade de vida global ficou estagnada em 2025. A principal razão, segundo o relatório, foi a piora generalizada na estabilidade política e social ao redor do mundo.
As 10 melhores cidades para se viver em 2025:
- Copenhague, Dinamarca
- Viena, Áustria
- Zurique, Suíça
- Melbourne, Austrália
- Genebra, Suíça
- Sydney, Austrália
- Osaka, Japão
- Auckland, Nova Zelândia
- Adelaide, Austrália
- Vancouver, Canadá
