As imagens que circularam nesta semana no Oriente Médio mostram um fenômeno que parece saído de uma distopia ecológica: chuva negra caindo sobre áreas urbanas de Teerã, a capital iraniana. O fenômeno poluidor ocorreu na sequência de bombardeios contra grandes instalações petrolíferas.
O registro do momento em que resíduos de fuligem e partículas tóxicas misturadas às nuvens estão para cair sobre ruas e residências foi escolhido a Imagem da Semana de MONEY REPORT, pois sintetiza um dos efeitos menos esperados deste conflito: o impacto ambiental.
De acordo com a Agência Mundial de Saúde (OMS), a chuva negra surgida a partir de domingo passado (8) foi resultado da grande quantidade de poluentes liberados na atmosfera a partir de explosões e grandes incêndios. Ao se juntar à umidade, óxidos de enxofre e compostos de nitrogênio formam, principalmente, ácidos sulfúrico e nítrico misturados nas gotas de chuva.
Segundo o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, o fenômeno é um risco real à saúde da população. A exposição pode causar irritação na pele e nos olhos, problemas respiratórios e contaminação de água e solo, além de impactos prolongados na agricultura, como já registrado no passado em áreas altamente poluídas.
