Levantamento mostra que torcedores adaptaram hábitos de consumo ao estilo de cada destino, privilegiando experiências, gastronomia e atrações locais durante o mundial
Os brasileiros que viajaram para acompanhar a Copa do Mundo de 2026 transformaram a experiência do torneio em uma imersão no estilo de vida das cidades-sede. Dados divulgados pela Nomad mostram que Nova York liderou a concentração de clientes durante a competição, seguida por Miami. Na Costa Oeste, São Francisco e Los Angeles concentraram boa parte da movimentação, enquanto Toronto foi o principal destino canadense e a Cidade do México liderou entre as sedes mexicanas.
Mais do que assistir às partidas, os viajantes incorporaram costumes típicos de cada região. Em Miami, por exemplo, o Hard Rock Cafe e a FIFA Fan Fest figuraram entre os locais mais frequentados pelos brasileiros. Redes como Publix e Walmart também registraram forte volume de compras, refletindo a tradição americana do tailgating – confraternizações realizadas nos arredores dos estádios antes dos jogos.
Em Nova York, a rotina foi marcada pela praticidade. Redes como Starbucks, Shake Shack e McDonald’s concentraram grande parte das transações, acompanhando o ritmo acelerado de Manhattan entre passeios turísticos e transmissões das partidas. Já em São Francisco, o destaque ficou para os aplicativos de entrega, com Uber Eats e DoorDash liderando os gastos de quem preferiu acompanhar os jogos no conforto das hospedagens.
A experiência dentro das arenas também apareceu entre as prioridades dos torcedores. Na Filadélfia, onde foram disputados confrontos decisivos, os gastos com alimentos e bebidas vendidos nas concessões oficiais dos estádios figuraram entre as principais despesas, indicando disposição para investir na vivência completa do espetáculo esportivo.
Segundo o CRO da Nomad, Bruno Guarnieri, o comportamento observado no exterior preservou características já vistas no consumo doméstico durante a Copa, mas adaptadas às particularidades de cada cidade. “Nosso balanço prova que o torcedor que viajou para os Estados Unidos, México e Canadá manteve exatamente essa essência, mas adaptou o consumo ao estilo de cada cidade”, afirma.
Além dos hábitos de lazer e gastronomia, o levantamento da Nomad aponta que os pagamentos digitais ganharam protagonismo entre os brasileiros durante a viagem, substituindo o uso de dinheiro em espécie.
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