Durante anos, o mercado de fidelidade foi avaliado pela quantidade de pontos emitidos. Hoje, o desafio é outro: transformar essa moeda em experiências que realmente façam sentido para o consumidor. Essa é a avaliação de Eduardo Leonidas, CEO e Fundador da Stix.
Segundo pesquisa da ABEMF de 2025, 85% dos brasileiros preferem comprar de marcas que oferecem algum programa de benefício, reforçando que os pontos são a base da relação entre empresas e clientes.
Conforme o executivo, vivemos uma economia da conveniência, marcada pela busca por recompensas imediatas. Cashback e cupons de desconto estão entre os formatos mais valorizados, mas não bastam para sustentar a fidelidade.
“O benefício por si só não se sustenta. O diferencial está na experiência. Não basta oferecer descontos e cashbacks, é preciso ter personalização, facilidade no uso do benefício e parcerias estratégicas com marcas que fazem parte do dia a dia do consumidor”, afirma Eduardo Leonidas, CEO e Fundador da Stix.
Os programas de coalizão, que reúnem diferentes varejistas, já são os preferidos de 61% dos consumidores. Além disso, a troca de pontos por produtos e serviços do cotidiano cresceu de 18% para 24% em apenas um ano, mostrando que o público busca benefícios práticos e conectados à rotina.
Segundo o executivo, o consumidor não quer aprender a usar um programa de fidelidade, ele quer perceber economia direta em sua jornada de compras.
Para as empresas, prossegue Eduardo Leonidas, esse movimento traz ganhos estratégicos: maior previsibilidade de receita, fortalecimento da reputação, redução de custos de aquisição e clientes mais engajados, que concentram compras e se tornam embaixadores da marca.
Outro ativo essencial, aponta ele, são os dados: cada ponto revela informações valiosas sobre hábitos e preferências, permitindo criar experiências personalizadas quando bem interpretados.
“No fim das contas, o futuro da fidelidade estará na capacidade de transformar essa moeda relacional em experiências relevantes e presentes na vida das pessoas. E esse futuro passa por deixar de atuar de forma isolada e evoluir para ecossistemas que conectam marcas e consumidores. É assim que programas de fidelidade deixam de ser apenas um mecanismo de recompensa para se tornar uma verdadeira estratégia de relacionamento”, completa o CEO da Stix.
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