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Produção verde na Netflix; risco climático da Copa; Ânima quer liderança diversa

Da redação
14 de junho de 2026
Boletim de MONEY REPORT sobre questões ambientais, sociais e de governança no mundo dos negócios
Set mais sustentável

A Netflix informou que a minissérie “Brasil 70: A Saga do Tri” evitou o envio de mais de 10 toneladas de resíduos a aterros sanitários durante seis meses de gravação. Em parceria com a Cinema Verde, a produção destinou 5.063 kg de recicláveis a cooperativas, transformou 4.733 kg de orgânicos em adubo e reaproveitou materiais como tecidos, bitucas de cigarro e rejeitos. A iniciativa integra a meta da plataforma de reduzir em cerca de 50% suas emissões até 2030.

Copa sob pressão climática

 Relatórios das ONGs Football for Future e Common Goal, em parceria com a Jupiter Intelligence, e da Scientists for Global Responsibility apontam riscos climáticos e ambientais para a Copa do Mundo de 2026. Um dos estudos indica que 10 dos 16 estádios já estão fora de limites considerados seguros por causa do calor extremo. Outro estima que o torneio poderá emitir mais de 9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, principalmente por viagens aéreas entre Estados Unidos, Canadá e México. A FIFA afirma que usará infraestrutura existente e adotará medidas para reduzir impactos.

Etanol sem lenha nativa

 O governo de Mato Grosso assinou um Termo de Compromisso Ambiental com o Ministério Público estadual para zerar, a partir de 2034, o uso de lenha de vegetação nativa em caldeiras de agroindústrias, como usinas de etanol de milho. O acordo prevê redução gradual do consumo até 2033 e um plano para ampliar florestas plantadas, especialmente de eucalipto. Segundo dados do IBGE citados pela Reuters, o consumo de matéria-prima florestal no estado mais que dobrou entre 2021 e 2024.

Bayer acelera biocombustíveis

 A Bayer informou à Reuters que pretende acelerar seu plano de produção de camelina na América do Norte, diante do aumento do interesse por biocombustíveis em meio à guerra no Irã e à alta dos combustíveis fósseis. A cultura pode ser usada na produção de biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação. A companhia firmou recentemente uma parceria com a BP para comercializar a matéria-prima e busca atingir alguns milhões de acres plantados antes de meados da década de 2030.

Guia florestal em SP

 A InvestSP, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, e a Florestar lançaram o Guia de Investimentos do Setor Florestal Paulista. A publicação reúne dados sobre oportunidades de negócios, infraestrutura, competitividade e áreas com potencial para expansão florestal sustentável no estado. Segundo o material, São Paulo tem 1,29 milhão de hectares de florestas plantadas e cerca de 4 milhões de hectares de áreas degradadas com possibilidade de conversão produtiva.

Água do mar potável

 A Sabesp construirá em Ilhabela a primeira usina de São Paulo voltada à transformação de água do mar em água potável para abastecimento público. O projeto terá investimento de R$ 56,4 milhões e deve ampliar em 20% a oferta do sistema Água Branca, com vazão de 20 litros por segundo. A obra faz parte do pacote de investimentos da companhia após a desestatização e busca reforçar a segurança hídrica no Litoral Norte.

Rios monitorados por IA

O Governo de São Paulo passou a monitorar cerca de mil quilômetros do Rio Tietê, além do Rio Pinheiros e de reservatórios da bacia do Tietê, com imagens de satélite de alta resolução e inteligência artificial. O acompanhamento é feito pela Cetesb, vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. A tecnologia identifica alterações na superfície da água, classifica trechos por concentração de poluentes e emite alertas para orientar fiscalizações em campo. A ferramenta integra o Programa IntegraTietê e complementa a rede atual de monitoramento da companhia.


Rio Bravo neutra carbono

A Rio Bravo Investimentos afirmou ter neutralizado, pelo segundo ano consecutivo, as emissões de carbono ligadas à operação corporativa da gestora, considerando escritório e funcionários. A compensação referente a 2024 foi feita com créditos certificados do Projeto BAESA, vinculado à Usina Hidrelétrica Barra Grande, entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, registrado no padrão Verified Carbon Standard, da Verra. A empresa, signatária do Pacto Global da ONU, mantém um Comitê Institucional ASG e pretende repetir a iniciativa em 2025. Segundo a Rio Bravo, a ação integra sua estratégia de sustentabilidade e gestão de riscos no mercado financeiro.

Impacto territorial

 O Instituto Motiva, braço social da empresa de infraestrutura de mobilidade Motiva, anunciou investimento de R$ 1 bilhão até 2035 em programas de desenvolvimento territorial. A estratégia envolve 20 regiões próximas às operações de rodovias e trilhos da companhia, com diagnósticos sociais, mapeamento de lideranças e planos de atuação local. Segundo a entidade, os projetos serão organizados em três frentes: soluções sustentáveis, redução das desigualdades e qualidade de vida.

Empréstimo contestado

 Lideranças indígenas do povo Apinajé e organizações da sociedade civil pedem que a Corporação Financeira Internacional, braço do Banco Mundial para o setor privado, rejeite um empréstimo de US$ 20 milhões ao Grupo Agronorte. A mobilização, apoiada pela coalizão Stop Financing Factory Farming e pela Sinergia Animal, cita acusações de desmatamento e conflitos de terra nas proximidades do Território Indígena Apinajé. A crítica central é que o financiamento poderia contrariar salvaguardas socioambientais e compromissos internacionais de proteção indígena.

Metas de diversidade

 A Ânima Educação aderiu aos movimentos Elas Lideram 2030, Raça é Prioridade e Mente em Foco, ligados ao Pacto Global da ONU no Brasil. A companhia assumiu a meta de ter, até 2030, 50% das posições de alta liderança ocupadas por mulheres e 50% dos cargos de liderança preenchidos por pessoas negras, indígenas e integrantes de outros grupos étnicos minorizados. Hoje, segundo a empresa, mulheres ocupam cerca de 45% das lideranças e pessoas negras e de grupos minorizados representam aproximadamente 35%.

Menos patrocínio

 A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo teve redução no apoio privado em 2026, com quatro marcas patrocinadoras: Amstel, Grupo L’Oréal no Brasil, Amstel Vibes e Philip Morris Brasil. Em 2025, a lista pública reunia 11 empresas, segundo levantamento citado pelo Poder360. A organização também informou queda no número de trios elétricos, de 20 para 14, e atribuiu o movimento a mudanças no apoio corporativo às pautas de diversidade e inclusão.

Espaço solidário

 O Shopping Campo Limpo cedeu gratuitamente um espaço para a venda de produtos artesanais produzidos por participantes do Projeto Arrastão, organização que atua há 57 anos com famílias em situação de vulnerabilidade social na zona sul de São Paulo. A renda obtida será destinada integralmente à manutenção dos programas sociais da instituição. O ponto de venda funciona no Piso P1 até 26 de junho, próximo às lojas Pernambucanas e Santa Lolla.

Orgulho Autista

 No Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, a Kolo Inclusão reforça a necessidade de ambientes que respeitem diferentes formas de aprender, sentir e se comunicar. A data foi criada em 2005 pelo movimento Aspies for Freedom para valorizar a neurodiversidade. Segundo Karina Koloszuk, neuropsicóloga e fundadora da Kolo Inclusão, o debate sobre inclusão deve ir além do acesso e considerar adaptações em escolas, famílias, empresas e espaços sociais.


Festa inclusiva

 O Instituto UniDown realizou a Baladown Junina, festa voltada a pessoas com síndrome de Down, familiares, amigos e apoiadores, na sede da instituição, na Lapa, em São Paulo. O evento reuniu música, dança, comidas típicas e atividades de convivência, com foco em lazer, autonomia e protagonismo social. Fundado por Márcio Berti, o UniDown oferece cursos, oficinas e atividades culturais, artísticas e gastronômicas gratuitas, além de iniciativas de capacitação profissional.

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