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Governo quer combater desmatamento, mas sem dizer como

Uma nova coletiva de imprensa foi feita para não explicar quais serão as medidas mais eficientes que o governo federal irá adotar a partir de agora para combater os desmatamentos e as queimadas ilegais na Amazônia – no Cerrado e no Pantanal. Nesta segunda-feira (22), os ministros Joaquim Leite (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura), Carlos Alberto França (Relações Exteriores) anunciaram apenas que o governo será mais “contundente”, diante dos preocupantes resultados do último relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontou um salto no desmate em 21,97% em 2021.

Foi citada a operação “Guardiões do Bioma” e seus números apresentado durante a COP26. Foram combatidos 16,5 focos, além de apreendidos cinco mil metros cúbicos de madeira. Apesar dos novos esforços, a ações ainda são irrisórias. Vale lembrar que a situação do Brasil se tornou tão delicada que o presidente Jair Bolsonaro não participou da Conferência das Nações Unidas. O governo, porém, assinou o documento final se comprometendo em mitigar os impactos na atmosfera por uma economia mais verde. “Seremos os maiores exportadores de crédito carbono”, disse Leite.

Joaquim Leite disse que o Brasil pode se beneficiar com US$ 10 bilhões no novo mercado global de carbono com a exportação para países poluidores: “Ibama, ICMBio, Força Nacional e Polícia Federal irão atuar de forma contundente para eliminar os crimes ambientais especialmente na Amazônia. Vamos ter mais recursos e mais homens. Com certeza seremos muito mais contundentes para atingir os nossos objetivos, que é eliminar o desmatamento na Amazônia”.

Essa é a segunda coletiva protagonizada pelo ministro do Meio Ambiente. Na última sexta-feira (19), Leite e o ministro da Justiça, Anderson Torres, já haviam anunciado tardiamente medidas mais eficientes contra a situação da floresta, também sem explicar quais.

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