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Garrafas de volta; aldeias no roteiro; elas cantam um bolão

Da redação
22 de junho de 2025

Boletim de MONEY REPORT sobre questões ambientais, sociais e de governança no mundo dos negócios

Fundo Amazônia aprova R$ 1,2 bi no 1º semestre

Com recorde histórico no primeiro semestre de 2025, aprovando R$ 1,2 bilhão para projetos de preservação e desenvolvimento sustentável, o Fundo Amazônia teve seu melhor desempenho desde sua criação, em 2009. Desde o início foram aprovados R$ 5,6 bilhões em 133 projetos, com destaque para os R$ 825 milhões ao programa Ibama Fortfisc, para fortalecer a fiscalização para conter o desmatamento ilegal. O avanço foi possível após a reativação do comitê orientador do fundo, que havia ficado paralisado entre 2019 e 2022.

Projeto capacita aldeias indígenas para turismo sustentável

Na Aldeia Katyalarekwa, na Terra Indígena Haliti-Paresi, em Mato Grosso, foi lançado na segunda-feira (16) o projeto Rumo ao Turismo Regenerativo. A iniciativa, promovida pelo Instituto Samaúma — braço da Vivalá focado em turismo sustentável no Brasil, em parceria com o Instituto Bancorbrás e apoio da Prefeitura de Tangará da Serra (MT). Foram capacitados 50 indígenas das aldeias Katyalarekwa, Serra Dourada, Oreke, Arara Azul e Duas Cachoeiras. Eles vão atuar com gestão de experiências de turismo sustentável e de base comunitária. Ao longo de 10 semanas, os participantes receberão formação teórica e prática para estruturar operações turísticas responsáveis, que promovam geração de renda, preservação ambiental e fortalecimento cultural.

Amazonas lança 1º projeto Redd+ em Unidade de Conservação

O Parque Estadual Sucunduri, no Amazonas, será palco do primeiro projeto de Redd+ em uma unidade de conservação pública, por meio de parceria entre o governo do Amazonas e a Future Climate. A iniciativa tenta conservar a biodiversidade, reduzir o desmatamento e gerar benefícios às comunidades tradicionais. Segundo o secretário estadual Eduardo Taveira, o modelo representa “uma saída inteligente para fortalecer a política de combate ao desmatamento” dentro de um sistema legalmente estruturado e com respaldo das leis federal e estadual do mercado de carbono. O projeto também marca um avanço do mercado voluntário de carbono.

Petronas e Mercedes-AMG pesquisam carbono em manguezais

O Blue Carbon Collective é uma pesquisa conjunta entre Brasil e Malásia sobre captura e armazenamento de carbono em ecossistemas de manguezais. Com duração de cinco anos, o projeto promoverá a troca de conhecimento entre a USP e a Universiti Putra Malaysia sobre conservação ambiental, redução de emissões e geração de empregos locais. A Petronas e a equipe Mercedes-AMG Petronas de Fórmula 1 patrocinam a iniciativa, que está alinhada às metas ambientais da petroleira e ao compromisso sustentável da equipe de automobilismo.



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Brasil recicla 410 mil toneladas de PET

A indústria brasileira de reciclagem de polietileno tereftalato (PET) alcançou em 2024 cerca de 410 mil toneladas de embalagens, um aumento de 14% em relação a 2022, segundo dados do Censo da Reciclagem do PET no Brasil, da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet). Apesar do avanço significativo, o setor opera com uma ociosidade média de 23%, podendo chegar a 40% em algumas regiões. Esse vácuo é resultado da baixa eficiência da coleta seletiva, que ainda limita o acesso à matéria-prima reciclável. Para superar gargalos produtivos e atender às metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a indústria aposta em gestão otimizada e automação industrial. Além disso, políticas públicas recentes e incentivos econômicos vêm fortalecendo a logística reversa e estimulando parcerias para ampliar a produção de resinas recicladas de alta qualidade, especialmente para uso alimentar.

Descarte de baterias elétricas pressiona infraestrutura

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o crescimento dos veículos eletrificados no Brasil, com vendas que aumentaram 89% no último ano, deve gerar até 3 milhões de toneladas de baterias usadas em até seis anos, pressionando a necessidade de infraestrutura para reciclagem e reaproveitamento. Atualmente, apenas uma fração das baterias retorna para reparos, mas com o envelhecimento da frota, o descarte poderá chegar a 200 mil toneladas anuais. Embora a tecnologia para recondicionamento e reciclagem exista, a estrutura nacional ainda é insuficiente, em oposição a países como China e Alemanha, que já têm mercados consolidados e legislações claras. As baterias podem ser reutilizadas para outros sistemas ou recicladas para recuperar até 90% dos materiais valiosos. Avanços regulatórios são necessários para ampliar essa economia circular no Brasil, conforme destacam especialistas e associações do setor.

Acordo global de plásticos deve avançar

Aprovado pela ONU em 2022, o Acordo Global sobre Plásticos quer reduzir o consumo e promover o uso sustentável do plástico por meio da economia circular. Apesar de desafios nas negociações internacionais, como a resistência de países ligados à indústria do petróleo e dúvidas sobre financiamento, a expectativa é de avanços em 2025. O acordo busca estabelecer metas para redução da produção, eliminar substâncias tóxicas, promover estratégias de resíduo zero e garantir condições justas para catadores. Embora a reciclagem global ainda seja baixa, há otimismo com soluções tecnológicas e o compromisso de cerca de 100 países, incluindo o Brasil.

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Jogadoras relançam canção banida em defesa do futebol feminino

Onze jogadoras brasileiras regravaram “Futebol Feminino”, proibida em 1941 pelo mesmo decreto que vetava a prática do esporte por mulheres no Brasil. A iniciativa é da Amazon Brasil, patrocinadora do Brasileirão e do Campeonato Paulista feminino, e inclui série de ações para ampliar a visibilidade das atletas, com minidocumentários, debates e um filme institucional. “A música que amarra nossa campanha não é apenas uma homenagem ao talento dessas atletas, mas também um marco que lembra tudo o que gerações de mulheres enfrentaram”, disse Lillian Dakessian, diretora de marca da Amazon. O projeto também conta com o apoio da jornalista Fernanda Gentil e reforça o papel da cultura como ferramenta de memória e transformação social.



Coleção exclusiva da C&A com artistas da Amazônia

O Instituto C&A abriu inscrições para artistas da Região Norte criarem uma coleção exclusiva de camisetas com estampas inspiradas na Amazônia. Os itens serão lançados em novembro, durante a COP30, em Belém. A iniciativa oferece R$ 10 mil de remuneração e visa destacar a cultura amazônica e a sustentabilidade, conectando moda e pautas climáticas. Podem participar estilistas, estudantes e artesãos com portfólio, e o projeto prevê desenvolvimento conjunto com a equipe de estilo da C&A, com divulgação nacional.

Iniciativa da Ambev fortalece setor cultural

Em parceria com o Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), a Ambev lançou o Hub de Economia Criativa, que já atende cerca de 600 profissionais do setor cultural e oferece cursos presenciais e online em temas como sustentabilidade, diversidade e economia circular, além de espaços gratuitos para ensaios e projetos. O programa, parte da plataforma de inclusão produtiva da Ambev que visa impactar 5 milhões de brasileiros até 2032, também promove networking e bolsas de permanência para fortalecer a economia criativa e facilitar a inserção dos artistas no mercado cultural brasileiro.

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