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China promete cortar emissões, mas segue erguendo usinas e siderúrgicas a carvão

Elaborado em conjunto pelo Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA), dos Estados Unidos, e pelo Global Energy Monitor (GEM), da Finlândia, um relatório sobre o consumo carvão mineral foi anunciado nesta sexta-feira (13), poucos dias depois do relatório do painel climático da ONU (IPCC) pedir uma ação global imediata para conter o emprego de combustíveis fósseis para minimizar os efeitos climáticos. Ambos os trabalhos apontam que a China gerou uma imensa e desproporcional emissão de gases de efeito estufa no primeiro semestre de 2021, contribuída por novos projetos de carvão e aço.

Só em 2021 serão construídos 18 novos altos-fornos na China e estão em planejamento 43 usinas térmicas, todos movidos a carvão. É um ritmo mais lento que o do ano passado, mas ainda equivale a quase uma usina por semana. Em conjunto, seriam suficientes para abastecer cerca de 4,5 milhões de residências – o suficente para atender uma cidade do tamanho de Londres.

Mesmo assim, o país afirma que até 2060 vai zerar as emissões de carbono. Uma meta improvável, diante das iniciativas conhecidas. A pressão ocorre no momento em que especialistas em clima incentivam governos a tomar medidas drásticas em meio a eventos climáticos extremos cada vez mais generalizados, como incêndios florestais, secas e tempestades. No último mês, a China central foi afetada pelas maiores chuvas dos ultimos 1.000 anos, evento que para climatologistas está diretamente ligado ao impacto humano sobre o meio ambiente via emissões de carbono.

O governo chinês ainda não se manifestou sobre as conclusões do relatório de 4 mil páginas do IPCC. O que se sabe é que os cortes no consumo de carvão devem começar em 2026 e que o ápice do consumo deve ocorrer em 2030, para daí começar a ser reduzido paulatinamente.

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