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A COP26 chega ao fim

A 26ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP26, foi encerrada neste sábado (13), com um dia de atraso, com um texto aprovado por seus 196 países-membros. Algumas suavizações nos termos do acordo sobre emissões de carbono deixaram especialistas insatisfeitos. Mas, do ponto positivo, pela primeira vez, um documento deste peso prevê a redução gradativa dos subsídios aos combustíveis fósseis e do uso do carvão. O conteúdo está longe de ser uma unanimidade, apesar das assinaturas.

Kofe: “Estamos afundando”

Um dos destaques dessas duas semanas foi o chanceler do Tuvalu, Simon Kofe, que enviou um vídeo à COP26 para demonstrar os efeitos nefastos que as mudanças climáticas têm causado na pequena ilha polinésia. Na imagem, ele discursa no meio da água, sem ter terra firme. “Estamos afundando e o mesmo acontece com todos”, disse.

Confira o que foi destaque

  • Foi finalizado o livro de regras do Acordo de Paris, assinado em 2015, sobre os pontos que estavam em aberto, como o artigo 6º, que se refere ao mercado de carbono. Os países se comprometeram com U$S 100 bilhões por ano até 2025 para financiar medidas para evitar o aumento da temperatura;
  • Apesar da assinatura dos países-membros, alguns discursos criticaram as questões de “perdas e danos”. Países que já são afetados pelas mudanças climáticas, como Ilhas Marshall, Tuvalu e África do Sul, defenderam o financiamento de países desenvolvidos pelos problemas causados pelas emissões. Foi apontado que os maiores responsáveis pelo aquecimento são EUA, China, União Europeia, Rússia, Índia e Brasil;
  • O texto prevê um comprometimento maior em relação a um limite de acréscimo de 1,5°C na temperatura global, e não um de 2°C;
  • O presidente da COP26, Alok Sharma, fez o anúncio emocionado, citando o comprometimento dos países em reduzir o uso e subsídios de combustíveis fósseis e carvão.

A controvérsia

A Índia, considerada um dos principais integrantes da convenção fez objeções em relação ao Pacto Climático. O país é um grande consumidor de carvão e o terceiro maior emissor de carbono. O ministro do Meio Ambiente do país, Bhupender Yadav, disse que o texto final foi muito regulatório sobre como os países devem perseguir a redução de suas emissões. O pacto diz: “Esforços acelerados na direção de uma diminuição do uso da energia a carvão desenfreada e dos subsídios para combustíveis fósseis ineficientes“. A escolha das palavras grifadas permitiu um equilíbrio que levou a um consenso, mas o trecho inteiro foi alvo de uma alteração de última hora, gerando grande controvérsia no final do acordo.

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