Redução do poder de compra das famílias impactou o resultado do período, segundo o Índice Stone
As vendas no varejo em maior deste ano caíram 7,8%, na comparação com o mesmo período de 2022, se mantendo em linha com os resultados dos últimos meses e sem mostrar sinais de melhora. É o que aponta a 5ª edição do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, divulgada nesta terça-feira (13).
Entre os segmentos, apenas o de artigos farmacêuticos apresentou contínua melhora, com alta de 2,6% no volume de vendas. Os outros segmentos não conseguiram alcançar resultados positivos, com a maior queda no setor de tecidos, vestuário e calçados (-16,1%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-5,5%), móveis e eletrodomésticos (-5,3%), livros, jornais, material de construção (-4,9%) e revistas e papelarias (-3,8%).
De acordo com o levantamento, a desaceleração do consumo das famílias nos últimos meses pressionou o comércio varejista. “Na medida em que avançamos em 2023, fica evidente a resiliência dos empreendedores no setor de varejo. Diante desse cenário, observamos como eles estão habilmente se reinventando e encontrando soluções criativas para manter sua relevância e tentando transformar as adversidades em oportunidades”, afirmou o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli.
Quatro estados registraram alta na comparação ano contra ano: Rondônia (7,2%), Amapá (3,7%), Acre (1,5%) e Espírito Santo (0,9%). O índice reportou queda significativa nas economias de todas as regiões do País. Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a maior queda foi no estado do Goiás (-12,6%), Paraná (-7,7%), Rio de Janeiro (-7,6%) e Rio Grande do Sul (-7,3%). No Norte e Nordeste, os estados mais afetados foram Bahia (-11,7%), Sergipe (-10,1%), Ceará e Rio Grande do Norte (-7,8%).
