Presidente dos EUA assinou decreto que eleva tarifas a dezenas de países; Brasil será alvo de taxa de 50% por “motivos políticos”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um novo decreto tarifário que atinge dezenas de países e abala as regras do comércio internacional. A medida será aplicada a partir de 7 de agosto e, segundo a Casa Branca, busca “reestruturar o comércio mundial em benefício dos trabalhadores americanos”.
Entre os países mais afetados estão Síria (41%), Suíça (39%), Laos (40%), Canadá (35%) e Índia (25%). A maioria das nações ficará sujeita a uma tarifa de 15%. Já o Brasil terá tarifa de 50%, resultado da taxa base de 10% somada a mais 40 pontos percentuais, decisão motivada, segundo o governo dos EUA, pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe.
O México obteve uma extensão de 90 dias nas tarifas atuais, após conversa entre Trump e a presidente Claudia Sheinbaum. O acordo prevê manter taxas de até 50% em produtos como aço, alumínio e cobre, além de exigir que o país elimine barreiras comerciais não tarifárias.
O Canadá foi penalizado com tarifas de 35% por suposta falta de cooperação no combate ao tráfico de drogas sintéticas como o fentanil. A Casa Branca também acusou o país de ser usado por cartéis mexicanos para produção e exportação dessas substâncias.
China, cuja trégua tarifária com os EUA ainda está vigente até 12 de agosto, reagiu com críticas, afirmando que o protecionismo americano prejudica todas as partes envolvidas.
