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Tesouro projeta rombo nas contas públicas até 2027

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, disse na segunda-feira (31) que as contas do país devem fechar no vermelho até pelo menos a virada de 2026 para 2027. “Tomando por hipótese as projeções de mercado sobre juros e crescimento da economia, e cumprindo com o teto de gastos até 2026, a gente imagina que entre 2026 e 2027 ainda haja déficit. Ou seja, que vire para superávit no final do próximo mandato ou no início do outro, 2026 ou 2027. Por isso precisamos andar nessa agenda de consolidação fiscal” comentou Funchal ao Estadão. Se o cenário for confirmado, serão 13 anos seguidos de déficit fiscal. O governo gasta mais do que arrecada desde 2014, ainda na gestão Dilma Rousseff (PT). Por causa das despesas emergenciais com a pandemia, as contas públicas devem fechar 2020 com um rombo acima de R$ 800 bilhões. A proposta orçamentária encaminhada pelo governo ao Congresso prevê déficits entre 2021 e 2023 que, somados, resultam em um buraco de R$ 572,9 bilhões. O valor tende a diminuir nos anos seguintes. Além do compromisso com o teto de gastos, o país precisará de um novo ciclo de crescimento econômico para voltar a ter as contas no azul. O avanço das reformas estruturantes, a melhoria do ambiente de negócios e a agenda de privatizações são fatores que podem contribuir para acelerar o processo.

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