PATROCINADORES

Tarifas e preços derrubam receita do setor de laranja em até R$ 3 bi

Da redação
13 de agosto de 2025
Sobretaxas americanas sobre subprodutos e queda de 20% nas cotações internacionais pressionam toda a cadeia citrícola brasileira

Mesmo com o suco de laranja brasileiro fora da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, a cadeia citrícola nacional enfrenta um cenário de perdas expressivas. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) nesta quarta-feira (13), os subprodutos da laranja, que são insumos essenciais para as indústrias de bebidas e cosméticos, foram incluídos na sobretaxa e já tornaram inviáveis exportações que, na última safra, renderam US$ 177,8 milhões (R$ 973,6 milhões). Além disso, o suco de laranja em si sofreu aumento tarifário de 10%, com impacto estimado em R$ 566,7 milhões.

O problema vai além das tarifas. O setor também é afetado pela forte queda nos preços internacionais, consequência de um aumento de 36% na oferta de frutas em relação à safra anterior, segundo o Fundecitrus. O valor médio da tonelada exportada para os Estados Unidos caiu de US$ 4.243 para US$ 3.387 em um ano, o que representa retração de 20,17% e perda adicional de US$ 261,8 milhões (R$ 1,43 bilhão) caso o volume exportado se mantenha.

Combinando a alta das tarifas e a desvalorização das cotações, o prejuízo potencial ultrapassa R$ 2,9 bilhões. Embora o setor esteja aliviado por não ver o suco in natura taxado em 50%, o impacto sobre os subprodutos e a queda de preços criam um desafio imenso para toda a cadeia. Produtos como células cítricas e óleos essenciais, fundamentais para o aroma de bebidas e perfumes, estão entre os mais afetados e podem comprometer desde a experiência do consumidor americano até a competitividade das empresas brasileiras.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve