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Tarifaço preocupa brasileiros e polarização aumenta, aponta CNT

Lorena Scavone Giron
9 de setembro de 2025
Popularidade de Lula está em alta, mas incertezas sobre o futuro econômico e político do país persistem

A 165ª Pesquisa CNT de Opinião revela uma apreensão generalizada entre os brasileiros em relação aos efeitos econômicos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O levantamento patrocinado pela Confederação Nacional do Transporte, conduzido de 3 a 6 de setembro de 2025, entrevistou 2.002 pessoas em todo o país e fornece uma visão detalhada sobre a opinião pública em diversos temas, incluindo a política externa e suas repercussões domésticas.

O tarifaço e seus efeitos

De acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados acredita que o aumento de impostos e tarifas sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA terá um impacto negativo na economia do Brasil. A percepção predominante é que a medida irá prejudicar a economia do país, com 47,2% dos respondentes afirmando que ela “prejudicará muito” e 21,5% dizendo que “prejudicará um pouco”.

Responsabilização e papel dos líderes

A pesquisa demonstra que a responsabilidade pelo tarifaço é distribuída entre diferentes figuras políticas. O principal apontado como causador da medida é o presidente dos EUA, Donald Trump, com 28,6% das menções. Curiosamente, o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes também são responsabilizados, com 20,2% e 18,0% das menções, respectivamente. O deputado federal Eduardo Bolsonaro é visto como o causador por 16,4% dos entrevistados.

A atuação de Eduardo Bolsonaro em buscar apoio político nos Estados Unidos é vista como “negativa” por 46,7% dos entrevistados, que consideram que ele está defendendo interesses pessoais ou familiares. Por outro lado, a maioria dos brasileiros (37%) deseja que o presidente Lula adote uma postura de menos enfrentamento e mais negociação com o presidente Trump para resolver a questão.

Percepção da influência americana no Brasil

A pesquisa CNT também investiga a percepção sobre a influência dos Estados Unidos em questões internas do Brasil. Quase metade dos entrevistados (46,2%) acredita que os EUA estão “influenciando muito” os assuntos internos do país, e 26,8% afirmam que a influência é “pouca”. Entre aqueles que percebem essa influência, a maioria (56,1%) a considera negativa, pois “atrapalha o Brasil”. Apenas 20,6% a veem como positiva.

Conclusão dos diretores

Segundo o diretor do Instituto MDA, Marcelo Souza, o crescimento da popularidade do presidente Lula, que atinge sua melhor performance desde o início das medições de 1º turno, é notável. No entanto, ele ressalta que a disputa presidencial em 2026 permanece imprevisível, dada a significativa demanda por candidatos que não sejam associados a Lula ou a Jair Bolsonaro.

Em um cenário mais amplo de expectativas, a pesquisa aponta para um crescimento nas percepções positivas em relação a emprego, renda, saúde, educação e segurança. O presidente da CNT, Vander Costa, destaca que há um claro desejo da população por mais geração de riqueza, empregos e investimentos, além de apoio à liberdade econômica para as empresas.

A pesquisa completa
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