Vendas ao mercado norte-americano somam US$ 37,7 bilhões e recuam 6,6%; participação é a menor desde 2020
As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 37,7 bilhões em 2025, queda de 6,6% em relação a 2024, quando o total alcançou US$ 40,4 bilhões. O recuo ocorre em meio ao tarifaço imposto pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros ao longo do ano passado.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com o resultado, os Estados Unidos responderam por 10,8% das exportações totais do Brasil em 2025 — o menor percentual desde 2020, quando a fatia havia sido de 10,3%. Em dezembro, as vendas ao país norte-americano somaram US$ 3,4 bilhões, retração de 7,2% na comparação anual.
Segundo maior parceiro comercial do Brasil, os EUA elevaram tarifas sobre diversos produtos brasileiros em 2025. As medidas foram determinadas pelo presidente Donald Trump e entraram em vigor em 6 de agosto, com uma alíquota total de 50% — composta por uma taxa geral de 10% acrescida de uma cobrança adicional de 40%.
O aumento tornou os produtos brasileiros menos competitivos no mercado americano. Em novembro, Trump anunciou a redução das tarifas sobre alguns itens, como carne bovina, café, tomate e banana, mas o impacto não foi suficiente para reverter a queda acumulada no ano.
As tarifas chegaram a ser discutidas em encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em outubro, na Malásia.
Exportações totais crescem, mas saldo recua
Apesar da retração nas vendas aos Estados Unidos, o total exportado pelo Brasil ao mundo atingiu US$ 348,7 bilhões em 2025, alta de 3,5% em relação a 2024.
Ainda assim, a balança comercial brasileira fechou o ano com superávit de US$ 68,3 bilhões, queda de 7,9% na comparação anual. Em 2024, o saldo positivo havia sido de US$ 74,2 bilhões.
