Fifa registra mais de 5 milhões de pedidos na terceira fase de vendas; Colômbia, Brasil e Argentina estão entre os países mais interessados
A Fifa divulgou novos dados sobre a procura por ingressos da Copa do Mundo de 2026 e confirmou o protagonismo dos torcedores sul-americanos. Três países da região aparecem entre os líderes de inscrições na terceira fase de vendas — a primeira realizada após o sorteio da fase de grupos do torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
A Colômbia lidera o ranking global de solicitações, com 367.376 pedidos. Na sequência aparecem Inglaterra e Alemanha, enquanto Brasil e Argentina completam o grupo dos cinco países com maior demanda até o momento.
Segundo a Fifa, mais de 5 milhões de pedidos de ingressos foram registrados antes mesmo da abertura oficial desta fase, iniciada em 12 de dezembro. O atual estágio do processo funciona por meio de um sorteio aleatório: os torcedores se inscrevem, escolhem os jogos desejados e a quantidade de ingressos. O resultado, com a confirmação dos pedidos aprovados, será divulgado em fevereiro. O prazo para inscrições vai até 13 de janeiro.
“A força e a paixão do torcedor sul-americano pelo futebol são evidentes em qualquer grande competição. Já vimos isso em Copa América, Libertadores e até na Copa do Mundo de Clubes da Fifa nos Estados Unidos”, afirma Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply, empresa especializada em tecnologia para clubes, arenas e estádios. “No Mundial de 2026, isso não será diferente.”
Jogos mais disputados
A entidade também divulgou os confrontos com maior procura nesta fase de vendas. Lidera a lista a partida entre Colômbia e Portugal, em Miami. Em seguida aparecem Brasil x Marrocos (Nova Jersey), México x Coreia do Sul (Guadalajara), Equador x Alemanha (Nova Jersey) e Brasil x Escócia (Miami).
Para Bruno Brum, CMO da Agência End to End, a liderança sul-americana vai além da paixão esportiva. “O torcedor da região atravessa fronteiras e transforma a Copa do Mundo em prioridade financeira. É um comportamento recorrente.”
Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, destaca o papel dos Estados Unidos como sede principal do evento. “Nenhum país recebeu tantas pessoas, de tantos lugares diferentes, desde a sua independência. A Copa de 1994 foi um marco, e a de 2026 tende a repetir esse impacto.”
Quanto custa ir à Copa de 2026
Pela primeira vez na história, o Mundial será disputado em três países, o que exige planejamento mais complexo — e caro — para os torcedores. Especialistas apontam que o custo total da viagem pode variar entre R$ 50 mil e R$ 80 mil por pessoa, considerando passagens, hospedagem, ingressos, alimentação e turismo local.
A Absolut Sport, por exemplo, oferece pacotes com valores entre US$ 2.150 e US$ 13.600, dependendo do número de jogos, categoria dos ingressos, tipo de hospedagem e duração da experiência. Há opções que acompanham a Seleção Brasileira desde a fase de grupos até a final, com base em Miami.
“As viagens são totalmente personalizáveis. O cliente escolhe hospedagem, voos, transfers e categoria de ingressos”, explica Joaquim Lo Prete, country manager da empresa no Brasil.
Para o educador financeiro Fernando Lamounier, sócio-diretor da Multimarcas Consórcios, o sonho é possível, desde que haja planejamento. “É preciso considerar o impacto de três moedas diferentes — dólar americano, dólar canadense e peso mexicano — no orçamento. A variação cambial pode elevar significativamente os gastos.”
Um levantamento da XP Investimentos estima que os custos totais da viagem podem ultrapassar R$ 80 mil, com destaque para passagens aéreas, hospedagem e ingressos oficiais da Fifa.
Ranking dos países com maior busca por ingressos da Copa de 2026
- Colômbia – 367.376 pedidos
- Inglaterra – 140.291
- Alemanha – 138.246
- Brasil – 101.576
- Argentina – 101.056
- Equador – 92.022
- Escócia – 78.880
- França – 64.394
- Austrália – 52.189
- Espanha – 49.002
