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Spread bancário dos 5 principais bancos cai 10% no primeiro tri

O Relatório Semanal de Juros do Banco Central (BC) aponta que uma queda de 10,11% no spread dos cinco principais bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander), entre janeiro e março deste ano. A retração ocorreu mesmo com o aumento gradual da taxa Selic. Spread é a diferença entre o preço de compra e de venda de uma ação, título ou transação monetária.

As taxas foram observadas pela Capital Empreendedor, plataforma de crédito que analisou as seis diferentes modalidades pré-fixadas (lista abaixo) que detêm cerca de 70% do mercado para a empresas. A média passou de 1.943% para 1.541% em relação à Selic.

Houve também um aumento de 4,6% no saldo de crédito com recursos livres às empresas, passando de R$ 1,07 trilhões no início de janeiro de 2021 para R$ 1,12 tri ao final de março. Na comparação com fevereiro de 2020, antes da pandemia, é possível observar um crescimento mais expressivo, passando de R$ 891 bilhões para R$ 1 tri, com aumento de 12,3%. Ao analisar o saldo total para empresas, incluindo recursos livres e direcionados, a cifra alcança a marca de R$ 1,81 tri em março de 2021.

Linhas de crédito

  • Antecipação das faturas de cartão: aumento médio de juros de 26%. A linha representa 4,12% do saldo total de crédito no mercado, com cerca de R$ 46,3 bilhões concedidos ao fim do primeiro tri de 2021. A Selic ficou com uma taxa de 0,22% em março, com os bancos em 0,64% ao mês. O spread bancário nessa linha teve uma queda de 8% em relação ao começo do ano;
  • Capital de giro com prazo até 365 dias: foi a linha menos utilizada, representando 5,37%, com uma diminuição de R$ 67,1 bi para R$ 60,4 bi. Enquanto a Selic ficou a 0,22% ao mês em dezembro, a taxa média dos bancos ficou em 1,65%, com declínio de 4% no spread;
  • Capital de giro com prazo superior a 365 dias: modalidade líder no saldo de empréstimos, esta em encolhimento desde 2017. Comparado ao início do ano, passou de R$ 360 bilhões para R$ 365,61 bilhões, mas com queda em relação ao total do saldo, passando de 33,36% para 32,53%. A categoria registrou redução de 8% do spread bancário, com valor chegando a 638% e taxa média dos bancos de 1,39% ao mês em relação à taxa Selic;
  • Cheque especial: uso segue decaindo cada vez mais, representou apenas 0,66% do saldo de crédito. Ao final do trimestre, foram R$ 7,43 bi ofertados, com a maior queda de spread: 25% sobre o início do ano, chegando a um total de 5.931% (taxa média de 12,94% ao mês) sobrea Selic;
  • Conta garantida: teve aumento de crédito desde o início de 2021, passando de R$ 22,9 bi para R$ 25,5 bi, com variação de 0,15% de uso e 2,28% do total concedido. Spread de 1.197% e taxa média de 2,61% ao mês – apesar de ter registrado queda de 17% desde o início do ano;
  • Desconto de duplicata: o saldo na modalidade representa 11,47%, no valor de R$ 128,9 bi. A taxa média dos bancos ficou em 0,95% o mês, com spread caindo 18%, em 436% da Selic.

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