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Sondagens da FGV sinalizam novo recuo da confiança empresarial

Da redação
14 de dezembro de 2020

A prévia extraordinária das Sondagens da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) lançada nesta segunda-feira (14) sinaliza recuo pelo terceiro mês consecutivo da confiança empresarial e dos consumidores em dezembro. , Os dados foram coletados até sexta-feira (11). Em relação ao número final de novembro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuaria 1,7 ponto, para 93,9 pontos, enquanto o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cairia 4,1 pontos, para 77,6 pontos, menor valor desde junho de 2020. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

“Os resultados prévios das sondagens de dezembro sinalizam a continuidade da tendência de queda da confiança de empresas e consumidores. A mudança de humor é influenciada pela piora de expectativas diante do maior risco de uma segunda onda de contaminação, o iminente fim dos benefícios emergenciais e as dificuldades do mercado de trabalho. Entre consumidores de renda mais baixa, há ainda preocupação com a aceleração da inflação. As notícias promissoras no campo da imunização são ainda insuficientes para garantir uma data certa para o fim da crise, o que faz com que empresários e consumidores se mantenham receosos em relação ao que os espera no início de 2021”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens da FGV IBRE. 

Houve piora da percepção sobre o momento atual e, principalmente, das perspectivas em relação aos próximos meses, tanto para empresas quanto para consumidores. O Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E) recuaria 0,9 ponto, para 97,1 pontos, após sete meses consecutivos de alta e o Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) cairia pelo terceiro mês consecutivo, agora em 2,1 pontos, para 92,5 pontos. Para os consumidores, o índice que mede a percepção atual (ISA-C) recuaria 2,5 pontos, para 69,3 pontos e, o índice que capta as perspectivas para os próximos meses (IE-C) cairia 5,1 pontos, para 84,2 pontos. Neste caso, a piora tanto das perspectivas correntes quanto em relação aos próximos meses ocorreria pelo terceiro mês consecutivo.

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