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Setor de serviços cresceu 0,2% em junho 

Da redação
10 de agosto de 2023
Em relação a junho de 2022, movimentação teve evolução de 4,1%

O volume de serviços prestados no país registrou um aumento de 0,2% em junho. Essa é a segunda expansão consecutiva do setor, que acumulou um crescimento de 1,6% nesse período. Em relação a junho de 2022, o setor teve evolução de 4,1%, na 28ª alta seguida. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) nesta quinta-feira (10).

No primeiro semestre deste ano, o setor apresentou um crescimento acumulado de 4,7%, e nos últimos 12 meses, um aumento de 6,2%. Comparando com junho do ano anterior, houve um crescimento de 4,1%, marcando a 28ª taxa positiva consecutiva nesse indicador.

Consequentemente, o setor de serviços está operando 12,1% acima do nível pré-pandemia registrado em fevereiro de 2020, mas ainda 1,5% abaixo do ponto mais alto da série histórica do IBGE, alcançado em dezembro do ano passado.

Em junho, dezesseis estados acompanharam o desempenho positivo do país em comparação com o mês anterior. Os impactos mais significativos vieram de São Paulo (0,3%) e do Paraná (1,9%), seguidos pelo Distrito Federal (2,9%) e Minas Gerais (0,9%). Por outro lado, o Rio de Janeiro teve a maior contribuição negativa (-2,4%).

Em relação às atividades, três das cinco categorias investigadas pela pesquisa apresentaram crescimento em junho. Os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%) recuperaram parte da queda acumulada nos dois meses anteriores (-1,2%).

As atividades relacionadas às empresas de atividades jurídicas, administração de cartões de desconto e programas de fidelidade, e engenharia se destacaram nessa categoria.

Os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 1,9% em junho, acumulando um ganho de 4,1% nos últimos três meses. Isso foi impulsionado pelo crescimento da receita de empresas de restaurantes, espetáculos teatrais e musicais.

Os serviços de informação e comunicação registraram um aumento de 0,5% em junho, acumulando um crescimento de 1,3% no período. Isso se deveu ao desempenho positivo das empresas de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet, além de desenvolvimento e licenciamento de softwares.

Por outro lado, o setor de transportes teve uma variação de -0,3% em junho, após um crescimento de 2,2% no mês anterior. Isso foi influenciado principalmente pela gestão de portos e terminais, transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário coletivo de passageiros e transporte por navegação interior de carga.

Comparação anual

Na comparação de junho de 2023 com o mesmo mês do ano passado, quatro das cinco atividades se expandiram, com destaque para o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,7%), que exerceu a principal contribuição positiva sobre o resultado geral.

Esse crescimento foi relacionado, principalmente, ao aumento de receita das empresas ramos de rodoviário de carga, transporte aéreo de passageiros, armazenamento, transporte por navegação interior de carga e navegação de apoio marítimo e portuário.

As outras atividades que avançaram nessa comparação foram informação e comunicação (5,6%), profissionais, administrativos e complementares (3,5%) e serviços prestados às famílias (5,8%). O setor de outros serviços (-1,4%) foi o único com queda frente a junho do ano passado.

De janeiro a junho deste ano, quatro das cinco atividades pesquisadas cresceram. A maior contribuição para esse resultado veio do setor de transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio (5,6%).

Também avançaram as seguintes atividades: informação e comunicação (5,3%), serviços profissionais, administrativos e complementares (4,4%) e serviços prestados às famílias (5,8%). Já o segmento de outros serviços ficou estável (0,0%) no primeiro semestre.

Na passagem de maio para junho, o índice de atividades turísticas variou -0,4%, após ter avançado nos dois meses anteriores, com ganho acumulado de 4,3% nesse período.

O segmento de turismo se mantém acima do patamar pré-pandemia (4,9% superior ao nível registrado em fevereiro de 2020) e se encontra 2,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

(Agência Brasil)

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