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Sallouti, do BTG, vê melhora das expectativas com retomada das reformas

O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti (foto), disse nesta terça-feira (9) que o Brasil deve manter a sua disciplina fiscal e que o prolongamento de algum apoio emergencial em razão da pandemia, se houver, deverá ser feito com contrapartidas ou sem comprometer as finanças. Sallouti apontou que a expectativa é de que o PIB suba entre 3,5% a 4% em 2021, com a inflação a 3,5%.

Na avaliação do CEO, as projeções para a economia podem ser melhoradas se a agenda de reformas avançar depois da troca no comando do Congresso. “A percepção era de que a pauta ia continuar lenta. Agora, tem grande chance de andar com algumas das reformas”, comentou. “O mercado vai sentir positivamente. Não só com a aprovação das grandes, como a administrativa e a tributária, mas também a das micros”, acrescentou.

Sobre a política ambiental do governo, contestada internacionalmente, e o risco para os negócios das empresas brasileiras, Roberto Sallouti disse que por enquanto não houve impacto direto. Apesar disso, ele ponderou que a questão gera um gasto excessivo de tempo e energia para ser explicada para interlocutores lá fora. Na sua avaliação, há uma percepção distorcida sobre a atuação das companhias. “O ESG entrou totalmente no radar. Se não tivesse tanto conflito, o país poderia se beneficiar com a atração de investimento”, afirmou.

Ao analisar o resultado financeiro do BTG Pactual em 2020, com alta no lucro (3,9%), avanço nas receitas (12%) e recordes em diversas linhas de negócios, o CEO considerou que o banco tem obtido sucesso no plano de expansão. “Passamos a arrebentação e estamos surfando os investimentos que foram feitos anteriormente”, comemorou. “Conseguimos combinar o crescimento dos novos entrantes com a rentabilidade dos bancos tradicionais.”

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