Expectativa de corte de juros nos EUA pressiona moeda americana e impulsiona Bolsa brasileira
O real segue em trajetória de valorização frente ao dólar em 2025. Desde o primeiro pregão do ano, em 2 de janeiro, até às 11h23 desta sexta-feira (22), a moeda brasileira já acumula alta de 14,22% em relação à divisa norte-americana. No mesmo horário, o dólar caía 0,76%, cotado a R$ 5,435. bem abaixo dos R$ 6,208 registrados no início do ano.
O movimento foi intensificado após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizar a possibilidade de corte de juros na reunião do banco central americano marcada para setembro. Em discurso no simpósio de Jackson Hole, Powell ressaltou os riscos de aceleração da inflação e fragilidade no mercado de trabalho, mas evitou se comprometer com uma redução imediata.
A fala elevou as apostas de que o Fed poderá reduzir a taxa básica já no próximo encontro, ainda que o cenário siga marcado por incertezas, sobretudo diante do tarifaço implementado pelo presidente Donald Trump, que deve pressionar preços e comprometer o crescimento econômico.
No Brasil, a combinação de diferencial favorável de juros e fluxo de capital estrangeiro fortalece o real. A Bolsa brasileira também reagiu de forma positiva: às 11h30, o Ibovespa avançava 1,92%, aos 137.094 pontos.
Apesar do otimismo, fatores domésticos ainda pesam sobre o câmbio. Nesta semana, a decisão do ministro do STF Flávio Dino de limitar a validade de ordens judiciais estrangeiras no país gerou turbulência no setor bancário, que perdeu mais de R$ 41 bilhões em valor de mercado. A medida tem como pano de fundo as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos após sanções do governo Trump contra o ministro Alexandre de Moraes.
(Com informações da Folhapress)
