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Quase 1,5% dos brasileiros trabalham na construção

Da redação
1 de julho de 2025
Setor superou 3 milhões de trabalhadores formais – maior volume desde 2014

A construção civil brasileira ultrapassou em maio de 2025 a marca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada – quase 1,5% da população -, segundo dados do Novo Caged. O setor registrou um total de 3.006.760 empregados formais, volume que representa crescimento de 0,56% em relação a abril e consolida uma tendência positiva no mercado de trabalho da construção nos últimos meses.

A quantidade de trabalhadores formais no setor está próximo do recorde histórico alcançado em outubro de 2013, quando havia 3.073.915 profissionais com carteira assinada na construção civil brasileira. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio, a construção civil apresentou crescimento de 3,4% no volume de trabalhadores formais, com a criação de 98.734 novas vagas no período. O saldo é resultado do avanço consistente do setor. Em junho de 2024, o setor possuía 2.908.026 trabalhadores com carteira de trabalho assinada.

Apesar dos bons indicadores no cenário anual, o resultado de maio de 2025 apresentou desaceleração na geração de postos de trabalho, com 16.678 novas vagas — o menor volume do ano até o momento. O dado representa uma queda de 47,24% em relação a abril, quando foram geradas 31.612 novas vagas).

No acumulado do ano, de janeiro a maio de 2025, a construção civil criou 149.233 empregos com carteira assinada, uma redução de 6,70% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram abertas 159.957 vagas.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, os dados mostram a força estrutural do setor, mas também acendem um alerta. “O setor da construção tem cumprido seu papel como um dos principais geradores de emprego no país, com crescimento sólido no número de trabalhadores formais. No entanto, a desaceleração registrada em maio exige atenção, pois pode refletir os desafios impostos pelo atual ambiente econômico, especialmente o impacto dos juros altos sobre os investimentos em obras e habitação”, avalia Correia.

Entre os segmentos da construção, a construção de edifícios liderou a geração de empregos no acumulado do ano, com 59.726 novas vagas, seguida por serviços especializados para a construção (45.252) e obras de infraestrutura (44.255).

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