Depois de dois meses seguidos de contração por conta dos efeitos da pandemia do novo coronavírus e das medidas de isolamento social, o IBGE informou nesta quinta-feira (2) que a produção industrial avançou 7% em maio na comparação com abril. Apesar do salto significativo, o resultado foi insuficiente para reverter o tombo de 26,3% nos meses de março e abril. Em relação a maio de 2019, a produção teve queda de 21,9%. Agora a indústria acumula baixas de 11,2% no ano e de 5,4% levando em conta os últimos 12 meses.
Entre os segmentos de atividades, a influência positiva mais relevante na passagem de abril para maio foi observada por veículos automotores, reboques e carrocerias (244,4%). Outros destaques vieram de produtos de minerais não-metálicos (16,9%), de metalurgia (9,5%), de produtos de borracha e de material plástico (13,5%), de couro, artigos para viagem e calçados (49,7%), de produtos de metal (13,4%), de máquinas e equipamentos (9,0%), de móveis (49,1%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,0%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,2%), de outros equipamentos de transporte (57,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (12,3%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,7%).
Entre os ramos que apresentaram recuo na produção no período, os piores desempenhos foram registrados por indústrias extrativas (-5,6%), celulose, papel e produtos de papel (-6,4%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-6,0%).
