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Preços de aluguel residencial sobem 0,45% em julho

Da redação
14 de agosto de 2025
Aluguéis desaceleram pelo terceiro mês seguido, mas ainda superam a inflação; imóveis de três dormitórios e capitais do Nordeste e Centro-Oeste registram as maiores altas

Os preços de locação de imóveis residenciais avançaram em média 0,45% em julho, segundo o Índice FipeZAP, registrando desaceleração pelo terceiro mês consecutivo, após altas de 1,15% em abril, 0,59% em maio e 0,51% em junho. Entre os tipos de imóveis, unidades com três dormitórios tiveram o maior aumento, de 0,59%, enquanto os de um dormitório subiram 0,26%.

O aumento mensal superou a inflação oficial medida pelo IPCA (0,26%) e contrastou com a deflação do IGP-M (-0,77%), índice tradicionalmente usado para reajustes de aluguel.

Das 36 cidades monitoradas, 26 registraram alta nos preços, incluindo 17 das 22 capitais analisadas. As maiores variações foram observadas em Teresina (+3,16%), Recife (+1,78%), Goiânia (+1,51%), São Luís (+1,43%), Cuiabá (+1,25%) e Brasília (+1,23%). Por outro lado, Manaus (-2,49%), Aracaju (-0,92%) e Fortaleza (-0,32%) tiveram queda nos valores.

No acumulado do ano até julho, o índice subiu 6,13%, mais que o dobro da inflação oficial acumulada no período (IPCA +3,26%). Nos últimos 12 meses, a valorização chegou a 10,28%, sendo que imóveis de quatro dormitórios tiveram aumento de 11,33%, e os de dois dormitórios, 9,90%. Entre as capitais, Salvador (+20,39%), Belém (+18,42%) e Teresina (+17,69%) lideraram a valorização anual, enquanto Brasília (-1,26%) e Aracaju (-0,06%) registraram quedas.

O preço médio de locação nas 36 cidades em julho foi de R$ 49,46 por metro quadrado. Entre as capitais, São Paulo manteve o valor mais alto (R$ 61,63/m²), seguida por Recife (R$ 59,83/m²) e Belém (R$ 59,40/m²). Teresina apresentou o menor valor, R$ 24,43/m².

A rentabilidade média anual do aluguel, calculada pela relação entre preço de locação e preço de venda, ficou em 5,93% ao ano, abaixo do retorno projetado para aplicações financeiras de referência. Recife (8,36%), Belém (8,35%) e Manaus (8,24%) lideraram a rentabilidade.

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