O fracasso do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE), criado para evitar demissões mediante empréstimos a juros baixos para financiar folhas de pagamento, obriga o Banco Central a fazer uma reestruturação. Em vigor desde o início de abril, dos R$ 40 bilhões vindos do Tesouro Nacional e de bancos, apenas R$ 1,6 bilhão foram utilizados. São passíveis de requerer o empréstimo as empresas com faturamento mensal entre entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões.
Parlamentares já negociam com o Ministério da Economia mudanças importantes. Uma delas seria elevar a garantia do Tesouro de 85% para 100%, deixando o risco de calote nas mãos do governo.
Os principais gargalos do PESE estariam nas exigências adicionais adotadas pelos bancos, a proibição de demissões por dois meses além dos cobertos pelo financiamento e a exigência de bancarização da folha – para que o depósito seja feito diretamente na conta dos funcionários.
A medida financiou até agora os salários de 1,1 milhão de trabalhadores. A estimativa era que 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de pessoas fossem beneficiadas.
