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Pix deve ter função crédito em setembro

Da redação
17 de julho de 2025
Novidade surge em meio à investigação aberta pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas desleais no setor de pagamentos eletrônico

Mesmo sob pressão dos Estados Unidos, o Pix segue avançando com novas funcionalidades. A partir de setembro, o sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil deve ganhar a função crédito, permitindo que consumidores parcelem pagamentos via Pix, enquanto os vendedores recebem o valor à vista, algo que atualmente só acontece com cartões.

A novidade surge em meio à investigação aberta pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas desleais no setor de pagamentos eletrônicos. Sem mencionar diretamente o Pix, o documento norte-americano afirma que o país favorece sistemas desenvolvidos pelo governo, o que poderia prejudicar empresas americanas.

“O Brasil parece adotar uma série de práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico”, diz o relatório.

Lançado em 2020, o Pix já superou TEDs, DOCs, boletos e até cartões como meio de pagamento mais utilizado no país. São mais de 6 bilhões de transferências mensais, movimentando cerca de R$ 2,8 trilhões.

A nova função de crédito promete aumentar ainda mais sua atratividade frente às bandeiras tradicionais, como Visa e Mastercard. Hoje, algumas instituições financeiras já oferecem parcelamento via Pix por conta própria, mas o BC pretende padronizar o serviço, criando uma experiência única e regulada para o consumidor.

Outra frente em desenvolvimento é o uso do fluxo de recebíveis do Pix como garantia para concessão de empréstimos a micro e pequenas empresas. A medida está prevista para 2026 e faz parte da agenda de inclusão financeira do governo Lula.

Em 2025, o BC já lançou o Pix por aproximação, que facilita pagamentos sem abrir o aplicativo bancário, e o Pix automático, voltado para pagamentos recorrentes, como mensalidades de escolas, academias e serviços de streaming. Para os próximos meses, está prevista também a cobrança híbrida, que permitirá pagamentos via Pix a partir de QR Codes de boletos.

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