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PIB da China cresce 5,2% no 2º tri

Da redação
15 de julho de 2025
Apesar da desaceleração em relação ao início do ano, resultado supera expectativa do mercado e mostra resiliência diante das tarifas dos EUA; consumo e setor imobiliário ainda preocupam

A economia da China cresceu 5,2% no segundo trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, superando levemente a expectativa de alta de 5,1% dos analistas ouvidos pela Reuters. O desempenho, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas, indica resiliência da segunda maior economia do mundo, apesar do impacto das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O ritmo foi ligeiramente inferior ao registrado nos primeiros três meses do ano, quando o PIB chinês avançou 5,4%. Ainda assim, o resultado é visto como suficiente para manter o país no rumo da meta anual de crescimento de 5%, estabelecida por Pequim.

“A produção industrial surpreendeu positivamente, o que deve deixar os formuladores de políticas relativamente satisfeitos com o panorama geral”, afirmou Ben Bennett, chefe de estratégia para Ásia da L&G Asset Management, em Hong Kong. Ele observa, no entanto, que o desempenho não deverá motivar grandes pacotes de estímulo no curto prazo.

Segundo o economista Lisheng Wang, do Goldman Sachs, os dados recentes devem afastar a necessidade de políticas amplas e imediatas na próxima reunião do Politburo, marcada para julho. Ele projeta medidas pontuais para lidar com o desaquecimento do mercado de trabalho e do setor imobiliário, que segue como um dos principais entraves à recuperação.

A pesquisa também revelou que as vendas no varejo e os investimentos ficaram aquém das expectativas, enquanto o consumo permanece enfraquecido, mesmo com programas do governo para estimular trocas de bens usados. A produção industrial, mais automatizada, também não tem contribuído significativamente para a geração de empregos.

“O crescimento está em linha com o necessário para manter a meta anual. Não é um número impressionante, mas suficiente para evitar intervenções mais agressivas”, avaliou Shane Oliver, economista-chefe do AMP.

Apesar do desempenho positivo, analistas como Dan Wang, do Eurasia Group, alertam para riscos à continuidade do crescimento no segundo semestre sem reforço fiscal. “O consumo segue fraco, e o impulso inicial de programas do governo começa a perder força. A economia precisa de mais estímulo para manter o ritmo”, conclui.

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