No quarto trimestre, o resultado ficou estável com variação de 0,1%, aponta o IBGE
A economia brasileira cresceu 0,1% no quatro trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) foi divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O PIB cresceu 1,8% no quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. Esse resultado marca o 20º trimestre consecutivo de expansão nessa base de comparação, demonstrando resiliência da economia mesmo com juros elevados e desaceleração ao longo do ano. O valor adicionado a preços básicos subiu 1,9%, enquanto os impostos sobre produtos líquidos de subsídios avançaram 1%.
A agropecuária foi o destaque, com alta de 12,1%, puxada pela pecuária e safras como fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%). Já a indústria cresceu apenas 0,6%, beneficiada por extrativas (+12,0%, via petróleo e gás), mas prejudicada por indústrias de transformação (-2,0%) e construção (-2,9%). Os serviços, que representam a maior fatia da economia, expandiram 2,0%, com avanços em informação e comunicação (+7,1%) e atividades financeiras (+4,5%).
Pela ótica da despesa, o consumo das famílias subiu 1,0%, apoiado por mercado de trabalho e crédito, e o consumo do governo avançou 3,6%. No entanto, os investimentos (FBCF) caíram 3,1%, pressionados por construção e bens de capital. No setor externo, exportações de bens e serviços cresceram 14,2%, enquanto importações recuaram 0,3%.
No acumulado de 2025, o PIB totalizou R$ 12,7 trilhões, com agropecuária em R$ 775,3 bilhões, indústria em R$ 2,6 trilhões e serviços em R$ 7,6 trilhões. A taxa de investimento foi de 16,8% do PIB, ligeiramente abaixo de 2024, e a poupança subiu para 14,4%. Esses números reforçam a robustez da economia brasileira em um cenário desafiador.
