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Petrobras destrava reajuste da gasolina após subsídio do governo

Da redação
28 de maio de 2026

A Petrobras anunciou o primeiro aumento no preço da gasolina em quase dois anos, elevando em R$ 0,48 por litro o valor cobrado das distribuidoras. O reajuste, de 18,6%, será praticamente neutralizado por um subsídio federal de R$ 0,44 por litro, fazendo com que o impacto real seja de apenas R$ 0,04. Com isso, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.

Na prática, o movimento visa atenuar o impacto percebido pelos consumidores. A gasolina C, que mistura 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, terá um acréscimo máximo de R$ 0,03 por litro. Ainda assim, o repasse nas bombas dependerá da decisão dos postos.

O reajuste ocorre em meio à disparada internacional do petróleo, que subiu 36,2% desde o início da guerra no Irã, impulsionado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. O barril do Brent saltou de US$ 72,48 para US$ 98,74, pressionando os custos da estatal. Mesmo antes da decisão da Petrobras, os motoristas já enfrentavam alta de 5,4% nos postos desde fevereiro, segundo a ANP.

O governo, para conter os efeitos da crise, editou uma Medida Provisória que prevê subsídio de até R$ 0,8925 por litro de gasolina, direcionado a produtores e importadores. A Petrobras aderiu à iniciativa, afirmando que a medida é compatível com seus interesses comerciais e garante flexibilidade na estratégia de preços. A Abicom calcula que os valores praticados pela estatal ainda seguem defasados em até 55% em relação à paridade internacional.

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