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Pacote do governo vai na direção certa, mas não é suficiente, diz economista

A edição de quarta-feira (3) do Estadão revelou que o governo prepara um pacote com quatro medidas para destravar o crescimento econômico, acelerar a geração de empregos e aumentar a produtividade do país.

Os planos, que serão anunciados ao longo de abril, têm os seguintes nomes: Simplifica, Emprega Mais, Brasil 4.0 e Pró-mercados.

O primeiro busca diminuir a burocracia das empresas; o segundo tem como objetivo mudar a forma através da qual se qualifica a mão de obra no Brasil, concedendo vales para companhias e trabalhadores investirem em cursos de aprimoramento profissional; o terceiro visa estimular a digitalização das companhias; e o quarto pretende tirar obstáculos ao funcionamento do livre mercado no país, como o tabelamento de alguns preços.

Na opinião do economista Bruno Lavieri, da 4E Consultoria, as medidas vão na direção correta e podem modernizar a economia brasileira, mas não têm potencial para, sozinhas, melhorar expressivamente a atividade. “O que o governo vai fazendo são pequenos ajustes, que não requerem trâmite no Congresso Nacional, para tentar destravar essa agenda”, analisa. “Porém, são medidas bem pontuais, é difícil imaginarmos uma mudança significativa sem a necessidade de passar pelo parlamento”. Para o analista, o governo opta por esse caminho com o intuito de não desviar o foco da Câmara em torno da reforma da Previdência, grande aposta para retomar a confiança dos agentes e impulsionar o crescimento econômico.

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