O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira (30) a análise trimestral da economia brasileira. A recuperação significativa das atividades desde o terceiro trimestre do ano passado motivou a revisão do crescimento do PIB em 2021 de 3% para 4,8%. Na avaliação do Ipea, há expectativa de uma retomada mais sustentada no segundo semestre, com o avanço da vacinação contra o novo coronavírus, o ambiente externo mais favorável e a redução das incertezas fiscais no curto prazo.
“As hipóteses cruciais para o cenário envolvem o controle da pandemia no Brasil por meio de vacinação e a manutenção de um cenário relativamente estável para a política fiscal no curto prazo – especialmente em relação ao teto dos gastos. O possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos representa um fator de risco, uma vez que pode pressionar o câmbio e os juros no Brasil”, considerou o instituto.
“O cenário externo favorável tem impactado positivamente a economia brasileira por meio da valorização das commodities exportadas pelo país, do aumento dos fluxos de comércio internacional e de condições financeiras globais que estimulam o apetite por risco e, portanto, maiores fluxos de capital para países emergentes. O preço internacional das commodities tem refletido a retomada da atividade econômica global, com forte crescimento nos últimos meses e nível histórico elevado”, acrescentou.
“As contas públicas apresentaram melhora nos últimos meses. As receitas federais cresceram 16,6% em termos reais no acumulado do ano até abril. Esse crescimento, superior às projeções levou a uma revisão importante do total esperado para 2021, influenciando na queda do déficit primário previsto para o ano. As despesas previstas para o ano foram reavaliadas para baixo, diminuindo a necessidade de ajuste visando cumprir o teto de gastos da União”, completou o Ipea.
