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O risco de Lula apostar no confronto com os EUA para obter ganhos de popularidade

Da redação
30 de abril de 2026
Diplomata Marcos Troyjo afirma que o governo tem sido omisso na defesa dos interesses dos exportadores nacionais

Em entrevista ao Brazil Journal, o diplomata Marcos Troyjo alertou que o Brasil está adotando uma “narrativa de confrontação perigosa” com os Estados Unidos. Segundo ele, o governo Lula tem priorizado o embate político em detrimento da defesa dos interesses econômicos, especialmente dos exportadores nacionais.

Troyjo afirma que a motivação central do governo é usar o confronto com Washington como ferramenta para recuperar popularidade, repetindo a estratégia que ajudou a reverter a queda de aprovação de Lula no ano passado. Para o diplomata, essa postura pode render dividendos eleitorais, mas coloca em risco setores estratégicos da economia brasileira.

O cenário é delicado porque o USTR, órgão ligado à Casa Branca, conduz investigações que podem resultar em novas tarifas contra produtos brasileiros. Troyjo critica a falta de empenho diplomático do Brasil em Washington e alerta que, sem articulação, empresas nacionais podem ser forçadas a deslocar operações para países vizinhos com acesso mais vantajoso ao mercado americano.

Ele lembra que os EUA continuam sendo o maior investidor direto no Brasil e que a participação americana nas exportações brasileiras caiu a níveis historicamente baixos. Ainda assim, setores como proteína animal, móveis e derivados de madeira permanecem relevantes para a cadeia produtiva americana, o que poderia ser usado como argumento em negociações.

Para Troyjo, o Brasil deveria explorar melhor seus ativos estratégicos, como as reservas de minerais críticos, e assumir papel mais ativo no jogo geopolítico. Em vez disso, diz ele, o país tem se comportado de forma ingênua, arriscando perder espaço tanto no comércio quanto na atração de investimentos.

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