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No varejo, a boa e a má notícia da Copa do Mundo 2026 segundo a XP

Da redação
30 de maio de 2026
Finalmente jogos em horários de lazer, mas bets podem estragar a diversão das varejistas durante o evento

O pontapé inicial da Copa do Mundo 2026 se aproxima, e o varejo brasileiro se prepara para absorver a já crescente demanda por artigos esportivos e eletrodomésticos. Um novo relatório da XP traz uma boa e uma má notícia ao setor.

O horário dos jogos, maioria à noite e depois do horário de trabalho, favorece ativações de marcas para levar os consumidores a gastarem mais no e-commerce. O lado ruim é que esta será a primeira Copa sob forte efeito das bets, potencialmente abocanhando uma fatia dinheiro do tão disputado bolso do brasileiro.

A maioria dos jogos da Copa do Mundo 2026 acontecerá entre 13h e 22h, o que abre margem para aumento na demanda por produtos tanto perecíveis quanto duráveis, aponta o time de analistas XP em novo relatório. O fuso horário dos jogos no México, Canadá e Estados Unidos, países sede do evento, alinha com os momentos de pico de atividade dos sites de e-commerce.

Além disso, esta será a Copa mais longa da história, com mais seleções. A alta duração do evento traz embutida um benefício ao varejo: lojistas ganham fôlego para vender mais itens conforme o torneio avança. A variável mais importante entre ficar no lucro ou prejuízo, claro, é se o Brasil vai durar no torneio.

Quem tem mais chances de se sair bem são as marcas que lançarem produtos temáticos, dizem os analistas da XP liderados por Daniela Eiger. Entre empresas brasileiras, a XP cita que a SBF, detentora única dos direitos de comercialização de produtos da Nike, deve se sair melhor.

A marca dona da Centauro é a única que terá produtos oficiais da seleção, como chuteiras, meiões, além da própria amarelinha. Grandes fabricantes de artigos esportivos, como a Adidas, vêm tentando contornar essa limitação por meio do lançamento coleções temáticas.

O lado negativo da Copa para o varejo é que o evento acontecerá em meio à epidemia de apostas esportivas no Brasil. Dados da XP mostram que cresceu a fatia dos brasileiros que aposta por diversão, de 26% para 32% entre 2024 e 2025. “As principais motivações do brasileiro para jogar nas bets não mudou de um ano para o outro, a não ser de quem aposta para se divertir, o que mostra a normalização da atividade no esporte”, afirmam os analistas.

“Na nossa visão, apostas esportivas são um risco que deve ser monitorado como relevante nos gastos da renda de consumidores durante a Copa do Mundo, especialmente daqueles de baixa renda”, diz o time de Daniela Eiger. O tamanho e escala do evento, maior do que nunca, favorecem os fanáticos por apostas — mais dinheiro deve fluir para o que o brasileiro conhece popularmente como “tigrinho” e faltar para o gasto com produtos.

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